Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:

"Sei que não posso sentir seu toque, mas sinto seu amor, Nora. Lá no fundo. Isso significa tudo para mim. Eu queria poder sentir você da mesma forma que você me sente, mas tenho seu amor. Nada nunca será mais forte que isso. Algumas pessoas passam a vida inteira sem experimentar os sentimentos que você despertou em mim. Não posso reclamar".
— Finale (Becca Fitzpatrick)


"Ela nunca parecia totalmente feliz; parecia apenas estar deixando o tempo passar enquanto esperava por outra coisa. Estava cansada de apenas existir, queria viver. Mas para quê viver se não existia vida na existência?".
— P.S. Eu te amo (Cecelia Ahern)


"Você é mais forte do que pensa, mas só se quiser. Você ainda vai chorar, você ainda vai ter momentos que vai achar que não consegue continuar. Mas você tem que agir como se fosse conseguir".
— Noites de tormenta (Nicholas Sparks)


"Há pessoas que dizem que o tempo cura tudo. Que dizem também que o amor não sobrevive a distância. Que isso é uma coisa que precisa estar perto para sentir. Mas eu digo que se o amor for realmente verdadeiro, ele sobrevive a qualquer distância. Mesmo que milhares de quilômetros separem as pessoas que se amam, se for verdadeiro, esse amor nunca morre".
— Uma mancha em meu diário (Carol Dias Moreira)


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:


"A verdade é assustadora, mas a ignorância é paralisante".
— Silêncio (Becca Fitzpatrick)


"Acho que isso acontece com todo mundo quando cresce. Você descobre quem você é e o que você quer, e então percebe que as pessoas que conheceu a vida inteira não veem as coisas da mesma maneira. E aí você preserva as lembranças maravilhosas, mas se dá conta de que precisa seguir em frente. É perfeitamente normal".
— O Milagre (Nicholas Sparks)


"Quando estou com ele, há alguém comigo em minha casa de tristeza, alguém que conhece sua arquitetura como eu, que pode caminhar comigo, pesaroso, de cômodo em cômodo, fazendo com que toda a estrutura sinuosa de vento e de vazio não seja tão assustadora, tão solitária como antes".
— O Céu Está em Todo Lugar (Jandy Nelson)


"Os deuses nos moldaram para o amor. Esta é a nossa grande glória e a nossa grande tragédia".
A Guerra dos Tronos (George R.R. Martin)


Uma novidade mais do que especial para os fãs de Simon vs. a agenda Homo Sapiens, de Becky Albertalli: a Editora Intrínseca vai lançar o novo livro da norte-americana. Confiram abaixo a capa e a sinopse de Os 26 Crushes de Molly.


Sinopse: Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezessete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, viva dizendo que ela precisa ser mais corajosa, Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas. Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã. Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa tênis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo? Em Os 27 crushes de Molly, a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar.

O lançamento do livro está previsto para o dia 14 de Agosto, mas vocês já podem garantir seus exemplares através da pré-venda em um dos links abaixo:


Olá, leitores! Na coluna Ao Redor do Globo de hoje trarei as diversas capas que foram publicadas em vários lugares do mundo da obra A Poção Secreta (confiram a resenha aqui!), da escritora Amy Alward.

"Não posso continuar reprimindo esses sonhos, sem, pelo menos, tentar torná-los realidade".

Estas são as capas publicadas no Reino Unido pela editora WH Smith. A da esquerda foi o mesmo estilo que o Brasil manteve quando o livro foi publicado pela Editora Jangada. O da direita foi a versão com a poção rosa disponibilizada para o Kindle. É uma capa muito fofa em comparação com as demais. A melhor versão, em minha opinião – e como a versão brasileira é no mesmo estilo, é uma das capas mais bonitas que tenho em minha estante hoje.

Esta foi a capa publicada nos Estados Unidos e no Canadá. O legal dela é que remete à tecnologia e a modernização que é tão presente no livro, além de ter uma estética atrativa e jovial.

Já esta é a versão alemã, publicada pela editora Cbj Verlag. Apesar de bonita, acredito que tem uma aparência antiquada demais para a história, principalmente porque é voltado para um público mais jovem.

Esta é a capa publicada na Espanha pela editora Nocturna. Ela tem um aspecto mais sombrio, o que não combina totalmente com o clima mais aventureiro e jovial que a história carrega. Mas ainda assim tem um senso estético simples e sofisticado.

Por fim, esta é capa tcheca, publicada pela editora Talpress. Ela tem ilustrações muito mais detalhadas e com elementos que condizem com a história (a sereia, a pérola, a flor, os instrumentos de trabalho dos alquimistas, etc.), mas assim como a espanhola, tem um ar sombrio e formal por conta das cores frias e escuras. De toda forma, a capa ficou muito bonita e bem trabalhada.


A Poção Secreta é um ótimo Young-Adult. Ele proporcionou uma leitura prazerosa e leve. Através de uma história cheia de magia, um cenário rústico e com pitadas de modernidade aqui e ali, A poção secreta consegue prender o leitor e fazer com que ele queira devorar o livro em poucas horas — e não é difícil! Além do mais, como podemos ver, as capas são incríveis, e apesar de ter minha preferência, gostei muito de todas!

E você, já leu o livro A Poção secreta? Já conferiu a resenha dele aqui no blog? O que achou das capas? Deixe sua opinião!


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:


"Não quero mais um amor, quero alguém que me entenda até quando eu mesma já não consiga fazer isso. Não quero frases prontas, aliança e rosas vermelhas. Quero um abraço em silêncio com falta de ar. Não quero ter que mostrar o caminho sozinha, quero aprender a não se importar tanto com a direção".
— Depois dos Quinze (Bruna Vieira)


"Não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso, você precisa ver o que não está visível".
— Procura-se Um Marido (Carina Rissi)


"Queria desesperadamente me aninhar em seus braços, sentir o ar deslocado pelo bater das asas enquanto ele levantava voo, levando-me para além dos portões e para longe daquele lugar".
— Silêncio (Becca Fitzpatrick)


"– Está roubando livros? Por que?
– Às vezes, quando a vida te rouba, você precisa roubar de volta".

— A Menina que Roubava Livros (Markus Zuzak)


Livro: O Fantástico Universo do Ser Humano
Autor: Carlos Holthausen
Editora: Autografia
Páginas: 170
ISBN: 978-85-518-0195-6
Sinopse: Neste livro, Carlos Holthausen analisa a vida de modo geral e especialmente a nossa vida aqui na Terra. Abre um formidável espaço entre a energia do corpo e o pensamento, que afirma ser alienado da realidade. Demonstra claramente que a realidade se representa por uma ficção, dominada pelas emoções, as quais contêm mais ódio do que amor. Mais ainda, o autor diz que o ser humano, por precisar de energia constante para viver, usa e abusa das outras vidas e até da vida de seus semelhantes, sugando-lhes a qualquer custo a energia neles disponível.

Carlos Holthausen é ensaísta e psicanalista, escritor arrojado e criativo. Já falou sobre o meio ambiente e da Agenda 21 com muita empolgação. Outros de seus títulos são Agenda 21 – O Caminho da Dignidade Humana, Desenvolvimento Sustentável, A Casa de Rendes-Vous, Platafgorma, Era uma vez no Brasil e Pare de se culpar! A decisão não foi sua. Publicou seus romances tendo sempre como pano de fundo o tema da liberdade, mas, desta vez, ele aprofunda seus conhecimentos sobre os limites da emoção humana com O Fantástico Universo do Ser Humano.

    O ser humano foi o responsável pelos grandes avanços do planeta, nos diferenciando das demais espécies. Desde a formação da civilização até o uso dado às diversas tecnologias, os humanos são movidos pelos seus próprios impulsos e racionalidades. Alguns dizem que o cérebro humano é mais complexo que o próprio universo. Mas talvez nossa mente seja um universo. É desse universo que se trata o livro de Holthausen. Nele, o autor mostra o quanto nossa mente pode se dividir em diversos setores, tal qual seções de uma loja, e como uma influencia a outra. Ele mostra que desde que encaramos o mundo ao sairmos do ventre de nossas mães, nossa mente já começa a funcionar da forma peculiar e única, própria do homo sapiens. Ele leva esse debate até nossa evolução à vida adulta.
    Quando crescemos e passamos a dar significado a cada coisa à nossa volta, um mundo novo se abre para nós, e nossa mente responde à ele. Holthausen, como psicanalista, antes de analisar a psique humana, considera o ambiente. O ser humano é dotado de capacidade de adaptação, sendo possível se adequar nos mais diversos meios em que seja inserido. O tipo de pessoa que ele se torna é resultado de uma série de fatores socioculturais. Dessa forma, cada ser humano tem suas verdades, seus anseios, seus conhecimentos e as formas com que os interpretam. Tudo isso fazemos baseado no outro, aquele que nos serve como referência, em quem procuramos eco para a manutenção do nosso "eu".
   A partir do momento em que começamos a estudar o Universo e a compreendê-lo em toda sua totalidade (planetas, astros, satélites, galáxias, fenômenos espaciais, etc.), nos sentimos pequenos diante de tanta grandiosidade. Mas Holthausen mostra que não é bem assim. Não somos inferiores a nenhuma dessas coisas – fazemos parte dela e nosso pequeno mundo particular é sempre um ótimo objeto de estudo, sobre o qual o mesmo se debruça com todo o fervor.

   Nunca tive uma relação estreita com a psicanálise nem um interesse muito profundo sobre os assuntos que essa área estuda. Quando escolhi receber o livro, confesso que imaginei algo diferenciado, ligado a compreensão do esotérico nas mentes humanas. Ao iniciar a leitura logo pude perceber que não era nada disso, e sim uma compreensão muito mais científica; dessa forma pude ver que o uso de termos como "energia", "simbolismo", e "pulsão" não são apenas utilizados em livros de esoterismo – se estende para a ciência psicanalítica.
   A escrita de Holthausen é bastante acadêmica. É um livro que pede calma enquanto é lido, pois há termos complicados de se compreender para quem não está acostumado com a área de psicanálise – inclusive, pode exigir pesquisas externas a respeito de alguns assuntos abordados – e não é o tipo de escrita que posso dizer que tem "fôlego". É um termo que gosto de utilizar para descrever uma boa fluidez, um bom encaminhamento do assunto (o que sempre facilita a compreensão de quem lê, principalmente quando se trata de um tema complexo). Infelizmente, senti falta disso no livro, pois poderia tornar a leitura muito mais prazerosa, pois, posto em outros parâmetros – que fuja um pouco desse academicismo – é um tema interessantíssimo.

"Estamos definitivamente constituídos pelo outro, prisioneiros da sua existência, simplesmente por que sem o seu olhar, sem a sua função de espelho, emocionalmente, não existimos" (p. 42).


Olha só a novidade: a editora Intrínseca lança neste mês o mais novo livro de Josh Malerman, o autor de Caixa de Pássaros. Confiram abaixo a capa e a sinopse: 


Sinopse: Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação - ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição. Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração. Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir. Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.

O lançamento acontece no dia 05 de Julho e o livro já se encontra em pré-venda. Você pode comprar o seu em um dos links abaixo:


Olá, leitores! A coluna Memória Musical de hoje vai tratar do livro A Melodia Feroz, o primeiro da duologia Monstros da Violência, da escritora Victoria Schwab (se você ainda não viu a resenha, confira aqui e conheça mais a história e minhas impressões sobre ela). Antes de mais nada, gostaria de pedir desculpas a quem sentir que minha seleção foi limitada. Acontece que as músicas da banda Of Monster and Men se encaixam perfeitamente no contexto em que o livro se insere (além de tudo, o próprio nome da banda já tem tudo a ver com a duologia — em tradução literal, Of Monsters and Men: De Monstros e Homens).



1 - HUMAN - OF MONSTERS AND MEN
Essa é inteiramente dedicada à August Flynn, um dos protagonistas. Ele é um monstro em forma de humano e nunca aceitou sua verdadeira natureza. É um fardo que ele carrega por todo o livro, já que como todo monstro da Cidade V, ele se alimenta de humanos e, retirando suas almas, os mata. Ele rejeita essa crueldade e passa o máximo de tempo possível sem se alimentar, acreditando que pode ser forte para superar esse instinto. Para ilustrar, comparo esses trechos: 
MúsicaIf I lose control/ I feed the beast within/Cage me like an animal [...]/Breath in, breathe out/Let the human in (Se eu perder o controle/ Eu alimento a besta interior/Enjaule-me como um animal/ Inspire, expire/Deixe o humano entrar)
Livro: — Não quero ser um monstro [...]. Dói.
— O quê?
— Ser. Não ser. Me entregar. Me conter. Não importa o que eu faça, tudo dói.


Livro: A Poção Secreta
Título original: The Potion Diaries
Autor(a): Amy Alward
Editora: Jangada
Páginas: 368
ISBN: 978-85-5539-082-1
Sinopse: Quando a Princesa do Reino de Nova toma acidentalmente uma poção do amor e vê o seu próprio reflexo no espelho, ela se apaixona por si mesma! Imediatamente, o Reino todo se mobiliza para realizar uma Caçada Selvagem, uma expedição para encontrar um antídoto que possa curar a Princesa. Competidores do mundo todo saem em busca dos mais raros ingredientes em florestas mágicas e montanhas geladas, enfrentando todo tipo de perigo e encarando a morte para encontrar a fórmula da poção secreta. Samantha Kemi é uma garota comum, não tem os poderes mágicos da irmã, mas herdou dos ancestrais alquimistas um extraordinário talento para preparar poções. Ela vê na Caçada Selvagem uma oportunidade de ouro para reerguer a decadente loja de poções da família. Mas será que Sam vai conseguir vencer a grande concorrente da sua família? E poderá resistir ao charme do seu rival Zain Aster, o filho do proprietário da Zoroaster? Só para aumentar a pressão, a Caçada Selvagem estará em todas as mídias sociais e o mundo todo vai acompanhar de perto a competição para ver quem descobrirá a cura e salvará a Princesa.

TRILOGIA "DIÁRIO DE UMA GAROTA ALQUIMISTA"
    1.  A Poção Secreta
    2.  Royal Tour (Turnê Real, em tradução livre | Lançado em agosto de 2016 no Reino Unido)
    3.  Going Viral (Se Tornando Viral, em tradução livre| Lançado em agosto de 2017 no Reino Unido).

Amy Alward é uma autora inglesa que se mudou para o Canadá os 11 anos, e descobriu seu talento para escrever ao se tornar diretora editorial de uma grande editora de livros infantis. Em 2013, foi apontada pela revista Bookseller como uma estrela em ascensão na cena literária. Seu romance de estreia, intitulado The Oathbreaker's Shadow, foi indicado em 2014 para o Prêmio Branford Boase na categoria melhor livro de estreia de literatura jovem no Reino Unido.

    Nova é um reino monárquico, onde os membros família real são celebridades e cada passo deles é retratado pela mídia como algo grandioso. Foi nesse mundo que Samantha Kemi cresceu. Ela é uma jovem que acabou de terminar o ensino médio e tem grande talento para alquimia. Vem de uma linhagem de alquimistas poderosos e que um dia já foi muito reconhecida por toda Nova e além, mas depois do fracasso de sua bisavó, que se tornou um escândalo durante a última Caçada Selvagem, os Kemi caíram em descrédito e a loja de poções naturais que antes fazia tanto sucesso entre os ditos "comuns" (pessoas sem qualquer tipo de magia) de Nova, deixou de ser procurada. 
   Em parte, a decadência dos negócios dos Kemi se deu pela chegada dos produtos sintéticos, que se sobressaíam em muitos fatores aos produtos naturais que os Kemi produziam. A maior e mais respeitada fábrica é a Zoroaster, ou simplesmente ZA, comandada pela família Aster. Enquanto a fama da fábrica de sintéticos crescia cada vez mais, a loja simples dos Kemi caía no esquecimento e eles estavam próximos da falência. Até que um dia, um desastre aconteceu. Pressionada por todos a se casar logo, a Princesa Evelyn, filha do Rei de Nova, decide fazer uma poção do amor para que seu melhor amigo se apaixone por ela e eles possam casar – para Evelyn, seu amigo, que era ninguém menos que Zain Aster, filho do dono da Zoroaster, era o rapaz perfeito para ficar ao seu lado quando ela herdasse a coroa do pai. Mas uma grande confusão aconteceu e foi ela quem acabou tomando a poção. Ao olhar no espelho, a Princesa apaixonou-se por si mesma.
    O fato de a Princesa de Nova estar sob efeito de uma poderosa poção do amor deixou todos os súditos perturbados, e, temendo uma destruição, a família real convoca, depois de muitos anos, uma Caçada Selvagem. Basicamente, a Caçada serve para reunir os maiores alquimistas de Nova (mestres junto com seus aprendizes) e fazê-los entrar numa competição para formular uma poção capaz de tirar o reino de apuros – recebendo, claro, uma boa recompensa em dinheiro e poderes.
   Quando Sam é convocada junto com seu avô (seu mestre) para a Caçada, vê ali uma boa oportunidade para restaurar a reputação dos Kemi e tirar a loja da decadência. Porém, não será nada fácil ter que enfrentar os Aster – em especial o atraente Zain, seu ex-colega de escola. Mas o pior de tudo: os competidores terão que lidar com a tia de Evelyn, Emília, que quer ver sua sobrinha sem condições de herdar o trono para que ela possa herdar em seu lugar, por isso, fará de tudo para impedir os alquimistas de encontrarem a poção que curará a Princesa.

"As Selvas são para os aventureiros, como Kirsty. Elas não são para pessoas que preferem viver suas aventuras através de personagens de livros. Eu gosto de ficar em casa, muito obrigada, onde sei que posso sempre encontrar uma tomada para o meu laptop, nunca estou a mais de dez passos de uma chaleira para ferver água para o chá e posso dormir embrulhada no conforto do meu edredom" (p. 70).


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:


"As mulheres famosas a entediaram. Suas histórias eram todas iguais: ouviram que não eram capazes; decidiram fazer mesmo assim. Ela se perguntava se porque realmente queriam ou se porque lhes disseram que não podiam fazê-lo".
— Tudo O Que Nunca Contei (Celeste Ng).


"Isso era muito sentimental para Caroline Brockenhurst .
— Mas o que podemos fazer? Nenhuma caridade parece provocar qualquer diferença? — Elas precisam de mais do que nossa caridade — disse Maria. — Precisam que as coisas sejam diferentes."
—  Belgravia  (Julian Fellowes)


"A vida é muito curta para julgar. Não é a sua função dizer aos outros o que sentem ou quem são. Por que não dedicar todo esse tempo a si mesma? Não sei quem você é, mas posso garantir que tem algumas questões que poderia trabalhar. (...) Quanto aos outros, lembrem-se: alguém gosta de você. Grande, pequeno, alto, baixo, bonito, comum, simpático, tímido. Não deixei ninguém dizer o contrário, nem você mesmo. Principalmente você mesmo."
—  Juntando Os Pedaços  (Jennifer Niven)


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Li Até a Página 100 E... ,onde apresentamos nossas primeiras impressões sobre os livros que estamos lendo atualmente e que, futuramente iremos resenhar aqui no blog. O livro de hoje é A Poção do Amor, de autoria de Amy Alward.


PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100: "As letras se emaranham entre si como amantes, a tinta solidificada pelo tempo e transformada em cola".

DO QUE SE TRATA O LIVRO: 
Quando a Princesa Evelyn, do reino de Nova, faz uma poção do amor e apaixona-se por si mesmo, os alquimistas mais competentes do reino são chamados para uma Caçada Selvagem para encontrar um antídoto que cure a Princesa. Samantha Kemi é uma aprendiz de alquimista. Seu avô é seu mestre e eles vêm de uma linhagem de alquimistas muito talentosos — mas as coisas não andam fáceis, já que se sempre trabalharam com ingredientes naturais, e quando os produtos sintéticos começam a dominar o mercado, eles passam por uma crise econômica seríssima. Essa é a oportunidade que Sam esperava para que a família Kemi volte a ser respeitada e reconhecida. Para isso, pretende enfrentar os mais terríveis perigos que a Caçada envolve.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?
Os primeiros capítulos foram quase que totalmente dedicados à apresentação da história: o reino de Nova, a Princesa, os personagens, etc. Então a leitura ainda não pegou o ritmo que promete ter pela sinopse. Porém, é um tema bem original e é interessante a forma como trata de alquimia, o preparo de poções, as tradições mágicas, enfim, é algo que até agora não li em livro algum.

O QUE ESTÁ ACHANDO DO PERSONAGEM PRINCIPAL?
Sam é uma boa protagonista, tem personalidade forte e acredita naquilo que quer, mas ainda não está muito amadurecida e precisa ter uma evolução maior ao longo do enredo, pois parece meio perdida — como qualquer jovem. O que me incomodou um pouco a seu respeito é que por não saber interpretar os próprios sentimentos, ela parece uma personagem incompleta. Mas acredito que até o final isso pode ser "consertado".

MELHOR QUOTE ATÉ AGORA:

“Não posso continuar reprimindo esses sonhos sem, pelo menos, tentar torná-los realidade”.


VAI CONTINUAR LENDO?
Sim, a história me prendeu o suficiente para que eu fique animada para o que está por vir — embora eu saiba que é melhor não criar expectativas já que é uma história diferente de tudo que li antes e também por ser minha primeira leitura da autora, Amy Alward.

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA 100: "Não sei se ele já levou Molly lá, e nunca perguntei — gosto de fingir que ele compartilhou seu amor pelos livros só comigo".


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:




"Não posso ver os caminhos deles. Não posso ver quais decisões eles tomaram para chegar aqui ou que escolhas farão amanhã. Não posso ver seus erros ou transgressões ou padrões de comportamento. Mas percebo que não tem importância. Não preciso saber o passado de alguém para fazer com que se sinta melhor sobre seu futuro. Não preciso saber por que alguém está com fome para que lhe conseguir algum alimento. Não preciso saber por que alguém está com frio para aquecer a pessoa. Não preciso saber por que alguém está deprimido para lhe oferecer esperança".
— Desastre (S.G. Browne)


''Eu queria ficar na varanda com ele até o sol brilhar sobre nós dois. Mas não fiquei. Eu me levantei e desci as escadas. Prefiro correr atrás do sol a esperar que ele venha incidir sobre mim''.
— O mensageiro (Markus Zuzak)


"Se você fica se prendendo no passado, não consegue seguir em frente. Se passa muito tempo planejando o futuro, você se empurra para trás ou fica estagnada no mesmo lugar a vida toda".
—  Entre o agora e o nunca (J.A. Redmerski)


Memória Musical de hoje traz algumas músicas que lembram a história do livro de Nicola Yoon, O Sol Também é Uma EstrelaSe você ainda não viu, veja aqui a resenha no blog e confira um pouco da história e minhas impressões!


1 - PLOT TWIST - SIGRID.
É uma música que descreve perfeitamente bem a protagonista Natasha, que tem dificuldades de tirar os pés do chão para viver uma história de amor. Ela se recusava de todas as formas a se envolver com Daniel porque ele parecia irreal demais para a iminente infelicidade dela.


Livro: Tudo O Que Nunca Contei
Título Original: Everything I Never Told You
Autor(a): Celeste Ng
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
ISBN: 978-85-8057-974-1
Sinopse: Na manhã de um dia de primavera de 1977, Lydia Lee não aparece para tomar café. Mais tarde, seu corpo é encontrado em um lago de uma cidade em que ela e sua família sino-americana nunca se adaptaram muito bem. Quem ou o que fez com que Lydia - uma estudante promissora de 16 anos, adorada pelos pais e que com frequência podia ser ouvida conversando alegremente ao telefone - fugisse de casa e se aventurasse em um bote tarde da noite, mesmo tendo pavor de água e sem saber nadar? À medida que a polícia tenta desvendar o caso do desaparecimento, os familiares de Lydia descobrem que mal a conheciam. E a resposta surpreendente também está muito abaixo da superfície. Conforme analisa e expõe os segredos da família Lee - os sonhos que deram lugar às decepções, as inseguranças omitidas, as traições e os arrependimentos -, Celeste Ng desenvolve um romance sobre as diversas formas com que pais, filhos e irmãos podem falhar em compreender uns aos outros e talvez até a si mesmos. Uma uma observação precisa e dolorosa do fardo que as expectativas da família representam e da necessidade de pertencimento. Um romance que explora isolamento, sucesso, questões de raça, gênero, família e identidade e permanece com o leitor bem depois de virada a última página.

Celeste Ng cresceu em Pittsburgh, Pensilvânia, e Shaker Heights, Ohio, nos Estados Unidos, em uma família de cientistas. Formou-se em Harvard e fez o mestrado em belas-artes pela Universidade de Michigan, onde ganhou o Hopwood Award. Seus ensaios e trabalhos de ficção já foram publicados na One Story, TriQuarterly, Bellevue Literary Review, Kenyon Review Online. Atualmente Ng mora em Cambridge, Massachusetts, com o marido e o filho.

   Lydia (a filha querida) está morta. Mas sua família ainda não sabe disso. Dia 3 de maio de 1997, seis e meia da manhã, ninguém sabe nada a não ser por este fato inofensivo: Lydia está atrasada para o café da manhã. Sua mãe procura pela casa. Não encontrada nada. Nath (o filho mais velho) e Hannah (a filha invisível) ajudam a procurar pela irmã, mas, definitivamente, ela não está em casa. Marilyn (a mãe) resolve ligar para James (o pai), mas nem ele consegue intimidar a polícia, que acredita se tratar apenas de um caso onde "os adolescentes saem de casa sem avisar". Horas mais tarde o corpo de Lydia é encontrado no fundo de um lago e o frágil equilíbrio que parecia manter a família unidade se acaba, mergulhando todos no caos, na escuridão, em uma tristeza profunda onde toda a verdade vem à tona.
   Tudo O Que Nunca Contei traz em suas primorosas entrelinhas a história de uma família de ascendência chinesa que mora em uma cidadezinha de Ohio, nos Estados Unidos. Lydia, que agora está morta, é a filha preferida de um casal determinado a fazer dela a realização de todos os sonhos que os dois não alcançaram: no caso do pai, popularidade e aceitação; no caso da mãe, sucesso acadêmico. Quando a menina morta é encontrada, o pai, consumido pela culpa, começa a trilhar um caminho que pode levar ao fim do casamento. A mãe, desolada, vingativa, incompreendida e infeliz, está determinada a encontrar os responsáveis pela morte da menina — mesmo sabendo que já os viu várias vezes, tanto na mesa de jantar quanto de frente ao espelho 
   O irmão mais velho tem certeza que o vizinho problemático, Jack, está envolvido na tragédia. Mas é a filha caçula, ignorada por todos e esquecida pelos pais, quem descobre muito mais do que todos imaginam e talvez seja a única a entender de fato o que estava por trás da morte da irmã. Enquanto desvela os segredos da família Lee — os sonhos que viraram decepções, os amores que viraram ódio, as inseguranças omitidas, as traições e os arrependimentos —, Celeste Ng conta uma história pautada pela incapacidade que muitas vezes temos em compreender os outros e a nós mesmos, no fazendo lembrar que as expectativas familiares e a necessidade de pertencimento podem acabar com a vida de alguém.

"Miles Fuller e o pai dele cruzaram a linha de chegada primeiro, e a sra. Hugard, a diretora, lhes deu a fita azul.
— Tudo bem — disse James e, por um instante, Nath se sentiu melhor. — Então o pai acrescentou: — Agora, se tivessem uma competição para quem lê o dia todo...
Ele vinha dizendo coisas assim o mês inteiro: coisas que soavam como brincadeiras, mas não eram".
 
   Eu havia pensado que Tudo O Que Nunca Contei se tratava apenas de um livro interessante, um tanto quanto comum, mas, a bem da verdade, logo após finalizar a leitura concluí que ele é sobre tão mais do que isso... não sou sequer capaz de explicar! Celeste Ng mostrou para que veio. Ela não quer simplesmente escrever. Não deseja apenas vender sua obra. Não quer apenas tratar de temas profundos, simplesmente construindo um retrato emocionante de uma família e de uma jovem que lutou para atender as expectativas dos pais. É muito mais do que isso. Ela quer toca, de modo que as palavras faltem e os sentimentos transbordem.
   Apesar de ter dificuldades com o começo da história e até mesmo julgá-la mal, mergulhei de cabeça em Tudo O Que Nunca Contei. Antes de ler, eu dei uma olhada em algumas resenhas pela internet, apenas para confirmar minhas suspeitas: a grande maioria dos leitores adoraram o livro, se sentiram transformados e satisfeitos, mas por que eu não senti o mesmo logo que iniciei a leitura? Bem, é simples. Tudo O Que Nunca Contei tem o poder de nos surpreender a cada página, mas pede algo em troca: um pouco de compreensão. Um drama familiar não é uma história fácil de ser contada e, muito menos, de ser  lida — já que muitas vezes acabamos nos identificando com a situação vivenciada pelos protagonistas.
   A narração é em terceira pessoa, com uma estrutura poética e sensível que nos permite ter uma visão extremamente ampla das escolhas, sentimentos, decisões e pensamentos dos personagens, contribuindo ainda mais para o ritmo dinâmico que a obra ganha do meio para o fim. Nos momentos mais emotivos e profundos, parece que estamos vivenciando a experiência junto com os personagens. A escrita de Celeste é, literalmente, deliciosa. Você inicia a leitura sem pretensão alguma e quando se dá conta já está lendo há algumas horas, sorrindo, com os olhos cheios de lágrimas e sem conseguir parar de pensar na obra. Demora um pouco para nos acostumarmos com todas as descrições, com toda a sensibilidade, mas depois que isso acontece só conseguimos querer mais e mais dessa estreia perfeita que prova que nem toda poesia é feita em versos.


"Jack tinha razão: ela sentia medo havia tanto tempo que se esquecera de como era não sentir — medo de que a mãe um dia sumisse de novo, de que o pai desabasse, de que a família inteira entrasse em crise mais uma vez. Desde aquele verão sem a mãe, a família havia parecido instável, como se cambaleasse à beira de um penhasco. Antes disso, ela não tinha se dado conta de como a felicidade era frágil, como a qualquer momento, se não fosse cuidadosa, ela poderia cair e quebrar".


Olá, galera, tudo bem? Durante os últimos dias, falei um pouco sobre a trilogia Para Todos Os Garotos Que Já Amei, junto com os demais parceiros da Editora Intrínseca. A ideia era apresentar a série e falar um pouco sobre os personagens que amamos na semana do Dia dos Namorados aqui no Brasil. Hoje encerraremos o especial com os melhores trechos da trilogia. Espero que gostem dos quotes:

— QUOTES —


 ''Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam.''


''O amor é assustador; ele se transforma; ele murcha. Faz parte do risco. Não quero mais ter medo. Quero ser corajosa..."


Livro: O Que é Fascismo? E Outros Ensaios
Autor: George Orwell 
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 158
ISBN: 978-85-5651-030-3
Sinopse: Entre as décadas de 1930 e 1940, George Orwell colaborou em diversos veículos da imprensa britânica como observador implacável da sociedade e da cultura. Em ensaios, resenhas e colunas reunidos em O que é fascismo?, o criador do mundo distópico de 1984 explora uma galeria de temas cujo fio condutor é a política, sua maior obsessão intelectual e literária. A visão desencantada de Orwell ilumina os fatos e as obras capitais da época para torná-los compreensíveis para o homem comum. Sempre movido pela inteligência da dúvida, ms também apaixonado por suas fortes convicções socialistas e democráticas, o autor critica filmes, livros e outros escritores com a mesma lucidez devotada às leituras da política doméstica e europeia, centradas na ascensão no nazifascismo e na tragédia da Segunda Guerra Mundial. Com organização e prefácio de José Augusto, esta seleção de grandes momentos da produção jornalística de Orwell se compõe exclusivamente de textos inéditos em livro no Brasil.

George Orwell é o pseudônimo de Eric Arthur Blair. Nascido em Motihari, norte da Índia britânica, em 1903, filho de um funcionário da administração britânica do comércio de ópio, Orwell estudou em colégios tradicionais da Inglaterra. Na décade de 1920, foi agente da polícia colonial da Birmânia. Nas décadas seguintes, deslanchou sua carreira como escritor publicando diversos romances, ensaios e textos jornalísticos, sendo oS mais conhecidos 1984 e A Revolução dos Bichos. É considerado um dos escritores mais importantes do século XX. Morreu em 1950, aos 46 anos, em Londres, vítima da tuberculose.

   O que é fascismo? e outros ensaios é um compilado de textos escritos por George Orwell para diversos jornais entre os anos 1938 e 1948. Neles se pode ter uma ampla visão de quem foi Orwell e qual seu posicionamento a respeito dos acontecimentos da época. Em 1939 eclodiu a Segunda Guerra Mundial. Em 1945 ela chegou ao fim. Grande parte dos textos contidos no livro foram escritos em meio a Guerra – mais como uma forma de resistência, pois seus escritos eram justamente o tipo de conteúdo que o governo buscava reprimir.
   A visão antiguerra de alguém que vivia na Inglaterra e tinha uma ampla ótica do lado dos Aliados (grupo formado pelo Reino Unido, União Soviética e Estados Unidos) é altamente explorada através de Orwell. Suas críticas são direcionadas não apenas ao fascismo e nazismo que tomaram a Itália e a Alemanha, respectivamente, mas também ao próprio governo britânico, com suas alianças cheias de conveniência política. Orwell também foi um grande defensor dos direitos humanos, posicionando-se sempre contra a escravidão, a colonização e o preconceito.
   Não apenas de artigos de opinião vive O que é fascismo? e outros ensaios, pois Orwell era tanto um escritor assíduo como um leitor voraz. O livro é permeado de resenhas que o autor busca detalhar com toda a sinceridade – e não só de livros, dentre elas há a análise do filme O grande ditador (1940), com Charles Chaplin. Em todas, Orwell buscou acrescentar sua visão de mundo à história, deixando clara sua posição ideológica, mas que nunca sobressaía o seu senso crítico.

   Este foi meu primeiro contato com George Orwell. Já havia lido diversos estudos sobre o autor e suas obras, inclusive tendo que produzir trabalhos acadêmicos sobre tais estudos, mas – e esse é um erro medonho, sei disso – nunca cheguei a ler nada do escritor, embora a curiosidade sobre esse "tal de Orwell" sempre se fez presente. Por isso agarrei a oportunidade de ler alguns de seus ensaios e penso que não poderia ter começado melhor. Gostei muito dessa primeira impressão, já que pude conhecer logo de cara a versatilidade de Orwell em falar sobre os mais diversos assuntos mantendo uma visão ampla e crítica sobre tudo. Foi imensamente encantador e, dessa forma, me sinto mais preparada para encarar qualquer outras de suas obras.
   Há algo que ouço de muitas pessoas e sempre sou obrigada a discordar: que escritores antigos tem uma linguagem muito complicada, difícil, e isso faz com que seus livros sejam chatos. Há casos e casos, e se realmente há correlação entre a época em que o livro foi escrito e sua narrativa pouco fluida, então a escrita de Orwell é uma exceção. Como jornalista, ele consegue deixar seu texto claro e objetivo tendo como missão fazer com que seu trabalho atinja as mais diversas classes – o que nem sempre era possível devido ao embate da sociedade conservadora frente a suas críticas e a ainda pouca alfabetização que estava alastrada no proletariado.


Olá, galera, tudo bem? Do dia 10 até o dia 14, o blog vai falar sobre a trilogia Para Todos Os Garotos Que Já Amei, junto com os demais parceiros da Editora Intrínseca. A ideia é apresentar a série e falar sobre os personagens que amamos na semana do Dia dos Namorados aqui no Brasil. No dia de hoje, inspirada na protagonista Lara Jean, vocês vão ter acesso a minha carta para o crush. Claro que também vão aprender a fazer suas próprias cartinhas na plataforma criada pela Intrínseca! Nela, é possível fazer tanto cartas dedicadas aos amores de nossas vidas quanto para nosso eu futuro.

— CARTAS —


1. DONO DE MIM


Olá, galera, tudo bem? Do dia 10 até o dia 14, o blog vai falar sobre a trilogia Para Todos Os Garotos Que Já Amei, junto com os demais parceiros da Editora Intrínseca. A ideia é apresentar a série e falar sobre os personagens que amamos na semana do Dia dos Namorados aqui no Brasil. No dia de hoje, você vão conhecer um pouco sobre meus personagens favoritos da série.

— PERSONAGENS FAVORITOS —



Todos os personagens são cativantes. São personagens que soam altamente reais, daqueles que a gente consegue se identificar com tudo aquilo que eles passam. Eu mesma, por exemplo, acabei me identificando muito, em diversos momentos, com a Lara Jean.

   Lara me cativou logo na sinopse quando vi que ela escrevi cartas para se libertar de seus amores. No instante em que nossa protagonista disse que escrevia para se libertar, ela ganhou essa leitora aqui que vos escreve. Ela iniciou o livro muito tímida e inexperiente, mas foi vivenciando muitas coisas que os jovens passam na adolescência e foi aprendendo e ''quebrando a cara'' com algumas coisas, mas tudo isso que aconteceu na vida dela foi essencial para que pudesse conceber a Lara Jean um pouco mais madura e segura de si mesma presente no segundo livro. No entanto, nossa mocinha ainda precisa aprender bastante — espero que isso aconteça no terceiro livro , mas tudo o que ela já sofreu e passou só servirá para o crescimento pessoal e intelectual dela.
   Kitty, a irmã de Lara, também não podia faltar neste post! Ela é muito fofa e espertinha — a inteligencia dessa garota é invejável. É por causa dela, que é super esperta e apesar de ser uma criança sempre está ligada em tudo o que acontece na vida de suas irmãs mais velhas, que muitos conflitos são concebidos no meio do livro. Em resumo, Kitty é aquela personagem para nos fazer sorrir bastante e estourar o "fofurômetro". É muito amor por essa garotinha apaixonada por cachorros! 
   Por último, mas não menos importante, eu queria falar do pai das meninas. Eu gostei muito dele. Um pai que cria sozinho as filhas e que se importa muito com elas. Apesar do trabalho, ele é super esforçado e atencioso, e tenta ao máximo dar um pouquinho de atenção para cada uma de suas filhas. (Vamos combinar que criar três garotas sozinho não deve ser nada fácil, né?)  

E vocês, já leram Para Todos Os Garotos Que Já Amei? Quais são seus personagens favoritos? 


Livro: Mitologia Nórdica
Título Original: Norse Mythology
Autor(a): Neil Gaiman
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
ISBN: 978-85-510-0128-8
Sinopse: Quem, além de Neil Gaiman, poderia se tornar cúmplice dos deuses e usar de sua habilidade com as palavras para recontar as histórias dos mitos nórdicos? Fãs e leitores sabem que a mitologia nórdica sempre teve grande influência na obra do autor. Depois de servirem de inspiração para clássicos como Deuses americanos e Sandman, Gaiman agora investiga o universo dos mitos nórdicos. Em Mitologia nórdica, ele vai até a fonte dos mitos para criar sua própria versão, com o inconfundível estilo sagaz e inteligente que permeia toda a sua obra. Fascinado por essa mitologia desde a infância, o autor compôs uma coletânea de quinze contos que começa com a narração da origem do mundo e mostra a relação conturbada entre deuses, gigantes e anões, indo até o Ragnarök, o assustador cenário do apocalipse que vai levar ao fim no mundo. Às vezes intensos e sombrios, outras vezes divertidos e heroicos, os contos retratam tempos longínquos em que os feitos dos deuses eram contados ao redor da fogueira em noites frias e estreladas. Mitologia nórdica é o livro perfeito para quem quer descobrir mais sobre a mitologia escandinava e também para aqueles que desejam desvelar novas facetas dessas histórias.

Neil Gaiman é considerado um dos dez maiores escritores pós-modernos vivos. Tem mais de vinte livros publicados e já foi agraciado com inúmeros prêmios, incluindo o Hugo, o Bram Stoker e a Newbery Medal. Iniciou a carreira literária com a aclamada série em quadrinhos Sandman e, depois, seguiu para a ficção, publicando obras memoráveis como Deuses Americanos. Nasceu em Hamsphire, Inglaterra, e hoje mora nos Estados Unidos. Pela Intrínseca publicou também O Oceano no Fim do Caminho, Faça Boa Arte, A verdade é uma caverna nas Montanhas Negras, João e Maria, Os filhos de Anansi e Lugar Nenhum. Pode ser encontrado no site www.neilgaiman.com.

   Ao longo de toda a existência humana, refletimos sobre as questões fundamentais da vida, da morte, da natureza e de nossos relacionamentos. Surpreendentemente, em todo o globo terrestre e durante um espaço de tempo extremamente longo, nossas respostas para essas indagações têm sido idênticas: a criação de mitos. A mitologia nórdica, por exemplo, que floresceu antes da cristianização da Escandinávia, dizia respeito às histórias dos deuses pagãos, heróis e reis contadas na Escandinávia, no norte da Alemanha e na Islândia. Embora não fizessem registros escritos até o século XI — um processo que se estendeu até o século XVIII —, as histórias já existiam desde muitos séculos antes dessa época.
   Desde sempre afeiçoado pela herança cultural escandinava, Neil Gaiman, então, se propôs a registrar em uma coletânea as mais célebres histórias da mitologia nórdica — mostrando que seu uso na atualidade e toda a sua iconografia ainda conseguem surpreender o leitor. São 15 contos que partem da origem do universo até o fim do mundo, mostrando a relação, permeada pelos mais diversos conflitos, e a jornada de personagens como Odin, o mais poderoso dos deuses, Thor, o deus do trovão, e Loki, o deus da trapaça
   Logo em sua apresentação, Gaiman tece uma espécie de filosofia da composição para Mitologia Nórdica, ressaltando a dificuldade que teve em escolher um universo favorito de lendas e mistos, a afeição nata pelas histórias escandinavas, as inspirações para escrever a antologia e comentando sobre a dicotomia existente entre relatos orais e escritos, o que fez como que muitas narrativas, como a de Vor, a deusa da sabedoria e Sjofn, uma deusa do amor, fossem perdidas, enterradas e esquecidas. O autor, por fim, alerta-nos sobre a originalidade de sua coletânea, que não se atreveu a revisitar narrativas de contadores de mitos nórdicos e sugere que nos apropriemos das histórias presente em Mitologia Nórdicaafinal, essa é a graça dos mitos: ler e depois, em uma noite gelada de inverno ou em uma quente de verão, contar aos amigos o que aconteceu quando o martelo de Thor foi roubado ou como Odin obteve o hidromel da poesia para os deuses.
   Um dos melhores contos e que, acredito eu, ganhou algumas poucas características inéditas foi O Hidromel da Poesia, que narra a origem da música, das histórias e de todas as poesias. Além deste, há outros que merecem destaque, como A Cabeça de Mímir e o Olho de Odin, onde o autor reconta como Odin se tornou o Pai de Todos e adquiriu sua imensurável sabedoria e Thor na Terra dos Gigantes, que traz uma perspectiva bastante peculiar sobre a velhice e a força do poderoso deus do trovão. 

   Mitologia Nórdica foi a minha primeira experiência completa com uma obra de Gaiman. Já havia lido um conto seu (Como O Marquês Recuperou Seu Casacospin-off de Lugar Nenhum) presente em O Príncipe de Westeros e Outras Histórias e, inclusive, não cheguei a me afeiçoar muito pela história. O motivo foi o mesmo elencado pela Bianca na resenha de Alerta de Risco: havia a sensação de que ainda não estava pronto para ler algo do autor. Como minha parceira de resenha, fiz bem em esperar meu nível de leitura se elevar e amadurecer para finalmente pegar uma obra de Gaiman que fosse densa, profunda e criativa, tal como sempre ouvi falar.
   Narrado em terceira pessoa, com uma linguagem limpa, fácil, cheia de vida e, principalmente, fluida, Mitologia Nórdica traz em suas quase 300 páginas contos bem curtos e que oferecem uma excelente opção para quem gosta de histórias breves e, claro, para quem é fã dos mitos nórdicos. Eu já havia lido uma coletânea sobre mitologia nórdica (Os Filhos de Odin, de Padraic Colum) e pude perceber que a principal diferença que se pode encontrar, entre o que outros escritores recontaram e o que Gaiman recontou, está na narrativa. Enquanto a grande maioria dos autores se debruçam sobre uma escrita cansativa, extremamente formal e densa, Gaiman traz em seus quinze contos uma escrita agradável e igualmente objetiva, regada ao senso de humor e as piadas que se tornaram marca registrada do autor.
   Segundo o Omelete, um dos pontos principais para o autor foi que nenhuma história do livro foi criada do zero — o que Gaiman se permitiu fazer foi dar uma nova roupagem a elas. Em entrevista ao site, ele contou que o processo de criação foi cansativo para alguém acostumado a criar seus próprios universos. "O que eu sou bom em fazer é justamente criar coisas e a minha regra era que eu não poderia. Mas eu podia criar a nível de detalhes colaborativos, ou seja, se a história diz que um personagem foi de um ponto para outro, eu podia fazer uma interpretação pra ele de como foi ir de um ponto ao outro." Gaiman disse ainda que fez muito disso ao longo do livro — por exemplo, para construir a história do capítulo "O Hidromel da Poesia", o autor precisou buscar detalhes em outros contos para deixar a trama bem amarrada.

"Até o martelo de Thor foi culpa de Loki. Com ele, era assim: havia ressentimento até mesmo junto à maior gratidão, e havia gratidão mesmo no momento em que ele era mais odiado".


Olá, galera, tudo bem? De hoje até o dia 14 o blog vai falar sobre a trilogia Para Todos Os Garotos Que Já Amei, junto com os demais parceiros da Editora Intrínseca. A ideia é apresentar a série e falar sobre os personagens que amamos na semana do Dia dos Namorados aqui no Brasil. No dia de hoje, vocês vão conhecer um pouco sobre a série.

— APRESENTAÇÃO DA SÉRIE —

1 - PARA TODOS OS GAROTOS QUE JÁ AMEI.
Sinopse: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.


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