Livro: Piano Vermelho
Título Original: Black Mad Wheel
Autor(a): Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
ISBN: 978-85-510-0206-3
Sinopse: Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação - ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição. Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração. Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir. Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.

Josh Malerman é cantor e compositor da banda de rock High Strung. Caixa de Pássaros é o seu romance de estreia e Piano Vermelho é um de seus mais recentes romances.

   Philip Tonka e seus amigos da banda Os Danes, de Detroit, recebem uma inesperada visita de alguém importante no Exército dos Estados Unidos. O que o homem deseja deles é o que mais os deixam desconfiados. E com razão. O secretário Mull propôs que voassem até um deserto na África para "identificar a fonte de um som perigoso", ouvido pela primeira vez em 1948, quando surgiu em um teste de rádio de rotina em Tallahassee, na Flórida. Em pouco tempo, identificar a fonte virou prioridade do Pentágono. Mas em algum momento ficou evidente que, se quisessem saber o que estava produzindo aquele som, era preciso ir até sua origem. Já haviam enviado dois pelotões. Todos soldados. Nenhum músico. É por isso que Mull estava interessado em Os Danes. E com todo o dinheiro envolvido, por que o grupo de músicos recusaria o convite? Bem, talvez tivessem recusado se soubessem que nenhum pelotão voltou da operação realizada no deserto do Namibe, na África.
   Dias após a partida de Os Danes, com a visão periférica fora de foco, Philip acorda no que parece uma hospital militar. Ele se lembra de cada detalhe do deserto e o som de uma música composta por ele está sumindo, como se, enquanto ele dormia, tivesse tocado sem parar, a trilha sonora de seu sono inacreditável. O músico descobre que está gravemente ferido, uma lesão sem precedentes. Para o médico, sua sobrevivência parece injusta, algo incrivelmente difícil de acontecer. Se Philip tivesse quebrado apenas os pulsos e os cotovelos, poderia-se supor que caiu no chão de certa forma. Mas também quebrou os úmeros, os rádios e as ulnas. Suas tuberosidades radiais, os processos coracoides, as trócleas e todos os vintes e sete ossos das mãos também estão quebrados. Ele não quebrou apenas os pulsos e cotovelos, ele quebrou e esmagou quase todos os ossos do corpo.
  Philip ainda é capaz de vê marcas de cascos, um rastro de pegadas se estendendo. E também ouve o som, doentio e sensível. Ele nunca mais conseguiu ser o mesmo depois de ter ouvido aquilo que foi capaz de criar sua própria trilha, curvando-se sobre o horizonte de sua memória. O música tentava combatê-lo com a música que compôs. Ele e Os Danes. A canção que lhe fez companhia durante o tempo em que esteve em coma. Enquanto rememora cada segundo que passou no deserto, as primeiras perguntas que o médico faz a Tonka são: como ele poderia sobreviver a isso? O que aconteceu? O que ele encontrou? Mas na verdade, a pergunta mais importante não é o que ele encontrou... mas o que encontrou ele.


"— Muito bom. — Após uma breve hesitação, o homem continua: — Então me conte como encontrou o primeiro cadáver.
— Também falei sobre isso tudo para o Dr. Szands.
— Sim. Mas eu queria ouvir de você. Às vezes, ao ouvir pessoalmente, é possível desenterrar novas informações".

   E aqui estou eu para falar do novo thriller do autor que abalou o mercado literário de 2015 com o sucesso Caixa de Pássaros, que ganha em breve uma adaptação pelo serviço de streaming Netflix. Bem, não é novidade para ninguém que Caixa de Pássaros foi o livro mais impactante que já li até hoje — uma obra prima da literatura, um divisor de águas num mercado saturado e com carência de originalidade. No entanto, a primeira coisa que se precisa saber é que não se deve esperar que Piano Vermelho seja um Caixa de Pássaros, porque, apesar de toda a maestria em sua construção, ele não é afinado como o canto dos pássaros presos na caixa de Malorie.
   Mesmo que não seja, digamos, tão bom quanto Caixa de Pássaros, eu pude perceber que Piano Vermelho é tão peculiar quanto o romance de estreia de Malerman, que quando questionado sobre o porquê de escrever obras sombrias, enigmáticas e com finais que nem sempre caem no gosto do leitor, respondeu que prefere acreditar que existem "coisas" que estão além da compreensão humana. Não podemos negar isso, certo? Acredito até que seja um excelente argumento para explicar suas tramas que seguram sempre um "grande segredo" e tomam cuidado para não haver furos e revelações grandiosas, mesmo lidando com passado e presente ao mesmo tempo.
   Mas a pergunta que não quer calar em 2017 é: por que o Piano Vermelho desafinou? Resposta de número 1: porque os leitores foram com muita sede a um pote que não prometia um oceano de água. Resposta de número 2: porque o final conseguiu ser ainda mais louco que o de Caixa de Pássaros, exigindo do leitor diversas releituras e o desenvolvimento de teorias. Não obstante, cabe a mim fazer mais duas perguntas para vocês, leitores: é justo "acabar" com um livro só porque o final dele não nos agradou? Não deveríamos utilizar nossa inteligência humana para pesquisar, estudar a obra, ler suas entrelinhas e buscar entender o que motivou um autor a manter determinada essência em sua obra? Depois de ler Caixa de Pássaros, é ridículo esperar sanidade da parte de Josh Malerman. 
   Não vou mentir, eu também me senti muito frustrado com o final de Piano Vermelho — que foi desenvolvido com certa obscuridade, talvez para combinar com a obra em si. Não sei! O que realmente posso falar é que nem por isso eu desconsiderei que foi uma leitura sinistra, emocionante, perturbadora e eletrizante. Não como a de Caixa de Pássaros, mas ainda assim com alternância de cenários, capítulos curtos, arrepiantes, instigantes e misteriosos. O problema é que esperamos que os autores que são consagrados com determinadas obras façam todas as demais espelhadas nelas, mas não é assim. Nem todo livro de Machado de Assis é como Dom Casmurro. Nem todo poema de Edgar Allan Poe é como O Corvo. Nem todo Piano Vermelho será como Caixa de Pássaros. Isso torna alguma das quatro obras menos especiais? Claro que não!

"Os chapéus elaborados parecem majestosos para nós, mas, no fim das contas, aquelas pessoas estavam apenas matando umas às outras. Todas as guerras são travadas pelo mesmo motivo. Por causa disso, são todas a mesma guerra".


Livro: Agora e Para Sempre, Lara Jean 
Título Original: Always and Forever, Lara Jean 
Autor(a): Jenny Han 
Editora: Intrínseca  
Páginas: 304
ISBN: 978-85-510-0198-1
Sinopse: Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta. Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás. Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?

TRILOGIA "PARA TODOS OS GAROTOS QUE JÁ AMEI".
    1.  Para Todos os Garotos que já Amei 
    2.  P.S.: Ainda Amo Você 
    3.  Agora e Para Sempre, Lara Jean 

Jenny Han nasceu na Virgínia, Estados Unidos, e cursou metrado em Escrita Criativa pela New School. Sabe fazer um brownie perfeito, é ótima em inventar apelidos e tem paixão por livros de receita. Sua série de TV preferida é Buffy – a caça vampiros. Mora no Blooklyn, em Nova York.

   Em Agora e Para Sempre, Lara Jean teremos o desfecho dessa trilogia maravilhosa que marcou meu ensino médio e o inicio de minha vida universitária. Nem sempre é fácil dizer adeus a uma personagem que está com você há alguns anos e Lara Jean se tornou alguém da família, uma jovem que passou pelos mesmos problemas que eu e que me ensinou bastante. Estava super ansiosa para ter esse livro em mãos, mas assim que ele chegou fiquei com medo de me despedir, com medo de desapegar — esse foi o motivo da resenha ter demorado um pouquinho! 
   Nossa protagonista, Lara Jean, está passando por todo o processo de ingresso na faculdade e está fazendo de tudo para ficar perto de casa e principalmente de seu namorado, Peter. Ela se inscreveu para algumas universidades distantes, mas o seu objetivo é a UVA – faculdade que seu namorado já está aprovado. Nosso enredo vai ter isso como foco principal, mas Lara terá outras preocupações durante esse período.O casamento de seu pai, o fim do ensino médio, Peter, perdas e inúmeras perguntas que estarão na cabeça de Lara... bem, seu último ano não será nada fácil. Uma nova realidade bate na porta dessa jovem e ela não vai estar totalmente pronta para algumas mudanças e despedidas, por isso vai aprender muito nesse último livro. Lara Jean vai ver e aprender que as melhores escolhas podem ser as mais improváveis. 
   Acompanho a série —  que inicialmente não era série —  desde o primeiro livro. Assim que a — maravilhosa — Intrínseca divulgou que iria publicar eu fiquei muito empolgada. Vi muitas pessoas falando super bem e aproveitei uma promoção para adquirir o meu. Foi a amor a primeira vista/capítulo. Lara foi cativante logo no inicio do livro e eu me tornei fã da escrita viciante e super divertida da Jenny Han. O gênero já era um de meus queridinhos e por isso fui com muitas expectativas. Nenhum dos livros me desapontaram, principalmente o último, que teve o final mais lindo de todos. Jenny escreveu Agora e Para Sempre, Lara Jean para deixar seus leitores felizes e de coração aquecido com essa história cheia de aprendizado. 

"Já ouvi gente dizendo que você conhece seus melhores amigos na faculdade, e que são esses que ficam ao seu lado a vida toda, mas tenho certeza de que eu e Chis permaneceremos próximas a vida toda também. Sou uma pessoa que guada as coisas. Vou estar com ela para sempre."


Livro: Robô Selvagem
Título Original: The Wild Robot
Autor(a): Peter Brown
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
ISBN: 978-85-510-0193-6
Sinopse: Peter Brown sempre foi fascinado por robôs e pela natureza, e depois de anos imaginando, escrevendo e desenhando, ele deu vida a Roz, uma robô que, ao abrir os olhos pela primeira vez, se vê sozinha numa ilha. Ela não tem a menor ideia de como foi parar ali, mas foi programada para sobreviver. Depois de suportar uma tempestade intensa e es­capar de ursos furiosos, ela se dá conta de que sua única esperança é se adaptar ao ambiente, e vai ter que aprender isso com os nada simpáticos animais que ha­bitam a ilha. Tudo parece melhorar quando Roz consegue, aos poucos, se aproximar dos bichos e criar um laço inquebrável com um filhote de ganso abandonado. Mas sua natureza é diferente, e o misterioso passado da robô, que a levou àquele ambiente selvagem, está prestes a retornar para assombrá-la. Robô selvagem é uma história co­movente e cheia de aventuras sobre o que acontece quando a natureza e a tecnolo­gia colidem inesperadamente, como os humanos afetam o mundo ao nosso redor e o que significa estar vivo.

SÉRIE "THE WILD ROBOT"
    1.  Robô Selvagem
    2.  The Wild Robot Escapes

Peter Brown é autor e ilustrador de diversos livros infantis que foram best-sellers em outros países. Estudou ilustração no Art Center College of Design, na Califórnia, Estados Unidos. Já foi premiado com o Best Illustrated Children's Book Award, do The New York Times, e eleito ilustrador do ano pelo Children's Choice Book Award.

   Robô Selvagem começa no oceano, com vento, chuva, trovões, raios e ondas. Um tornado rugindo e soprando sua fúria da noite. E, no meio desse caos, um navio cargueiro começou a naufragar, descendo até o fundo do mar. O naufrágio deixou um monte de caixotes flutuando. Mas quando o furacão os açoitou, eles rodopiaram e balançaram e logo também começaram a descer para as profundezas do mar. Um após o outro, foram engolidos pelas ondas até que sobraram apenas cinco. Um a um foram empurrados até a praia por uma onda violenta e se espatifaram contra as rochas. Todos os caixotes pereceram, exceto um. E nele havia um robô novinho, cuidadosamente embalado
   Um grupo de lontras acaba por encontrar o único caixote que não se espatifou nas rochas e elas decidem, imbuídas de curiosidade, investigar o que há dentro do caixote. O que viram foi um robô novinho em folha. As lontras enfiaram as patas pela abertura e começaram a rasgar a espuma. Nos movimentos súbitos, uma pata apertou sem querer um botãozinho importante na parte de trás. E a robô Roz abriu os olhos.
   Roz não sabe como foi parar naquela ilha e decide desbravá-la, na esperança de que vai encontrar respostas e fazer amigos. No entanto, depois de muito se aventurar e de desventurar pelo mundo selvagem, a robô acaba se dando conta de que sua única esperança é se adaptar ao ambiente. E no meio da colisão peculiar entre natureza e tecnologia, a todo momento somos questionados: será que um robô consegue sobreviver na natureza?

"Você nunca sera a mãe perfeita, então apenas faça o melhor que puder. Bico-Vivo precisa saber que você está fazendo o seu melhor".

   Mergulhei na leitura de Robô Selvagem após ler a sinopse e observar a capa, que traz uma ilustração que me fez lembrar do livro Pax. Não é a única publicação de Peter Brown no Brasil, mas eu nunca tinha nem mesmo ouvido falar no autor, o que não influenciou de forma alguma em minhas expectativas, guardadas em um potinho até que tive contato com a primeira página do livro. Apesar de não ser um gênero que eu leio com frequência, a literatura infantil sempre me foi agradável por geralmente trazer mensagens educativas e sociais nas entrelinhas, algo quase apelativo, que tem poder suficiente para fazer as crianças — e os demais leitores — refletirem sobre nossas atitudes e sobre nossos valores. Não obstante, logo após terminar o livro, pude concluir duas coisas: (1) Robô Selvagem não é sequer parecido com Pax e (2) isso não o torna menos especial, já que ainda assim é uma história capaz de conquistar não somente as crianças, mas todos nós, seres humanos.
   A escrita, a bem da verdade, é bem simples, fazendo jus ao gênero infanto-juvenil. A narração em terceira pessoa é bastante pessoal e parece uma conversa entre autor e leitor, onde Brown dialoga intensamente com a sensibilidade que existe dentro de cada um de nós, criança ou não. É como se os acontecimentos conversassem literalmente com quem lê, o que traz um dinamismo bacana e torna a obra um passatempo divertido, fluido e instigante — li em apenas uma noite! 
   Como dito, a escrita de Peter Brown é simples, mas desenvolvida com certa maestria, se apegando a um tipo de formalidade típica da literatura infantil. O autor tem intenções por traz da obra e eu não percebi isso até que terminei o livro e parei para pensar sobre tudo o que ele carrega. Robô Selvagem é repleto de referências aos bons costumes e acaba sendo uma lição sobre o amor, a sobrevivência e sobre como o meio é capaz de nos influenciar, positivo e negativamente. E o que chama atenção acaba sendo o fato de que se você analisar com atenção é possível extrair mais do que se imagina das entrelinhas do livro.

"— Ah, não é difícil. Você só tem que dar ao filhote comida, água e abrigo, fazê-lo se sentir amado, mas não o mimar demais, mantê-lo longe de perigo e fazer com que ele aprenda a andar, falar, nadar, voar e se relacionar com outros gansos, além de cuidar de si mesmo. A maternidade se resume a isso!".


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:


"– Só há uma coisa de que ainda tenho certeza – ele se virou, e seus olhos estavam escuros. – Sei que faria qualquer coisa por você, mesmo que para isso tivesse que agir contra meus instintos e minha natureza. Abriria mão de tudo que tenho, até da minha alma, por você. Se isso não é amor, é o melhor que tenho para oferecer".
— Silêncio (Becca Fitzpatrick).


"Dizem que nada dura para sempre, mas acredite firmemente que, para algumas pessoas, o amor continua vivo depois da morte".
— P.S. Eu Te Amo (Cecelia Ahern)


"O problema de levar a vida como uma camaleoa, é que chega um ponto em que nada é verdadeiro [...] Eu sou o que preciso ser, a hora que for, pra sair do chão mas ficar fora do alcance do radar".

— O Teorema Katherine (John Green)



"Ele começava a acreditar que, se tirarmos da cabeça tudo que nos ensinam, chegaremos à verdade. Queria circular pelos labirintos escuros e enfrentar a estranheza que se escondia ali dentro; queria escancarar os bons sentimentos e expor a hipocrisia; queria romper os tabus e extrair sabedoria lá de dentro deles; queria atingir um estado de graça amoral e ser reintroduzido na ignorância e na simplicidade".
— Morte Súbita (J.K Rowling)


Livro: Para Educar Crianças Feministas
Título Original: Dear Ijeawele or a Feminist Manifesto
Autor(a): Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 96
ISBN: 9788535928518
Sinopse: Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.

Chimamanda Ngozi Adichie nasceu em Enugu, na Nigéria, em 1977. Sua obra foi traduzida para mais de trinta línguas e apareceu em inúmeras publicações, entre elas a New Yorker e a Granta. Recebeu diversos prêmios, entre eles o Orange Prize e o National Book Critics Circle Award. Vive entre a Nigéria e os Estados Unidos. Veja o trailer de Meio Sol Amarelo, romance que concedeu à autora o Orange Prize: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-215958/trailer-19535051/  
Assista ao TEDx da autora, com mais de 1 milhão de visualizações:
 http://tedxtalks.ted.com/video/We-should-all-be-feminists-Chim 
Site: http://chimamanda.com/

   Quando uma amiga de Chimamanda resolve questioná-la sobre como criar sua filha como feminista, a autora do best-seller Sejamos Todas Feministas decide responder na forma de um manifesto, um texto de natureza dissertativa e persuasiva, com declaração pública de seus princípios e intenções que objetiva alertar um problema e fazer a denúncia com classe de um problema que vem ocorrendo há muitos e muitos anos: a igualdade de classes e os direitos das mulheres.
   O manifesto é dividido em 15 (quinze) sugestões:

1. Primeira Sugestão: Seja uma pessoa completa.
2. Segunda Sugestão: Façam juntos.
3. Terceira Sugestão: Ensine a ela que "papéis de gênero" são totalmente absurdos.
4. Quarta Sugestão: Cuidado com o perigo daquilo que chamo de Feminismo Leve.
5. Quinta Sugestão: Ensine a Chizalum a ler.
6. Sexta Sugestão: Ensine a Chizalum a questionar a linguagem.
7. Sétima Sugestão: Nunca fale do casamento como uma realização.
8. Oitava Sugestão: Ensine Chizalum a não se preocupar em agradar.
9. Nona Sugestão: Dê a Chizalum um senso de identidade.
10. Décima Sugestão: Esteja atenta às atividades e à aparência dela.
11. Décima Primeira Sugestão: Ensine-a a questionar o uso seletivo da biologia como "razão" para normas sociais em nossa cultura.
12. Décima Segunda Sugestão: Converse com ela sobre sexo, e desde cedo.
13. Décima Terceira Sugestão: Romances irão acontecer, então dê apoio.
14. Décima Quarta Sugestão: Ao lhe ensinar sobre opressão, tenha o cuidado de não converter os oprimidos em santos.
15. Décima Quinta Sugestão: Ensine-lhe sobre a diferença.
   
   Para Educar Crianças Feministas não foi apenas uma resposta prática e sincera da autora ao pedido de uma amiga, mas — como a mesma ressaltou na INTRODUÇÃO — uma espécie de mapa de suas próprias reflexões enquanto feminista. Chimamanda hoje é mãe de uma menininha encantadora e percebe como é fácil dar conselhos para os outros criarem seus filhos, sem enfrentar na pele essa realidade tremendamente complexa. E é com essa experiência que ela constrói esse livro que não contempla simplesmente alguns conselhos sobre como educar crianças feministas, mas traz em suas entrelinhas sugestões de como se tornar uma pessoa melhor.
   Citando a Gabi em sua resenha de Mulheres, cabe ressaltar que apesar do livro de Chimamanda Ngozi tratar sobre mulheres, não é um livro exclusivamente voltado a elas. Na realidade, suas obras têm como alvo todo o ser humano, incentivando uma desconstrução do modelo predominante na sociedade atual e buscando abrir a mente de todas as diversidades existentes. Não cabe aqui pensamentos como "ah, não sou feminista, não preciso ler", "sou homem, e este é um livro para mulheres". Não, não e não! Para compreender essa obra é imprescindível que pré-conceitos, julgamentos e ideias provenientes do senso comum sejam deixadas de lado, assim como é necessária uma reflexão acerca desses julgamentos que, por estarem tão inseridos em nossa sociedade, acabamos reproduzindo sem maiores análises.

"Os estereótipos de gênero são tão profundamente incutidos em nós que é comum os seguirmos mesmo quando vão contra nossos verdadeiros desejos, nossas necessidades, nossa felicidade. É muito difícil desaprendê-los, por isso é importante cuidar para que Chizalum rejeite esses estereótipos desde o começo. Em vez de deixá-la internalizar essas ideias, ensine-lhe autonomia. Diga-lhe que é importante fazer por si mesma e se virar sozinha. Ensine-a a consertar as coisas quando quebram. A gente supõe rápido demais que as meninas não conseguem fazer várias coisas. Deixe-a tentar. Ela pode não conseguir, mas deixe-a tentar."



Livro: O Ceifador
Título Original: Scythe
Autor(a): Neal Shusterman
Editora: Seguinte
Páginas: 448
ISBN: 9788555340352
Sinopse: A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria… Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - um papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a "arte" da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão - ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais -, podem colocar a própria vida em risco.

SÉRIE "SCYTHE"
    1.  O Ceifador
    2.  Thunderhead (A Nimbo-Cúmulo)

Neal Shusterman é autor de vários romances premiados, roteiros para filmes e para animações de TV. Nascido e criado no Brooklyn, em Nova York, atualmente mora no sul da Califórnia. Em 2017, O Ceifador foi escolhido livro de honra do Michael L. Printz Award, o principal prêmio de literatura jovem adulta dos Estados Unidos.

   Em um futuro perfeito, a humanidade evoluiu a tal ponto que ninguém mais adoece — portanto, ninguém morre. Aqueles que sofrem um acidente ou se jogam de um prédio têm o corpo levado para um centro de revivificação, de onde voltam intactos, como se nada tivesse acontecido. O envelhecimento também não faz mais parte da ordem natural, já que existem centros capazes de rejuvenescer a aparência das pessoas. Também não existe mais desigualdade. Todos têm uma boa qualidade de vida, e o meio ambiente está longe de correr riscos.
   Por trás de tantas conquistas, e garantindo que tudo seja perfeitamente organizado e funcional, está a Nimbo-Cúmulo, a inteligencia artificial que evoluiu da nuvem de dados, se transformando na grande autoridade do planeta. Mas, apesar de todo esse planejamento, a Terra não comporta uma população que só cresce. Algumas pessoas precisam morrer. Por isso, logo que a fórmula para vencer a morte foi descoberta, formou-se um grupo que teria a missão de coletar algumas vidas e manter o equilíbrio da sociedade. Esse grupo é a Ceifa, e a Nimbo-Cúmulo não pode intervir em suas ações: quem morre pelas mãos de um ceifador não poder ser revivificado. 
   E é com esse grupo que Citra e Rowan se envolvem. A garota tem dezesseis anos e mora com os pais e o irmão mais novo, sem planos grandiosos para o futuro. Assim como Rowan, cuja família não para de crescer graças à possibilidade de rejuvenescimento. Ao cruzarem o caminho do ceifador Faraday, ambos são convocados para se tornarem aprendizes da Ceifa. Enquanto isso, alguns integrantes da Ceifa sentem cada vez mais prazer ao cumprir seu objetivo de matar, e resolvem mudar algumas regras da organização. Ao final do treinamento, Citra e Rowan serão obrigados a enfrentar um desafio: apenas um deles será nomeado ceifador e, quem não for escolhido, será a primeira coleta do concorrente. Entre disputas internas da Ceifa e grandes — grandes mesmo, hein!? —, Citra e Rowan deverão aprender tudo sobre a arte de matar — mesmo que isso signifique matar um ao outro. 
    
"Quaisquer que fossem suas intenções, ele as guardou para si, e a família teve de dar o que ele queira. Citra se perguntou se, caso a comida estivesse do seu gosto, ele pouparia uma vida naquela casa. Não era de admirar que as pessoas fizessem de tudo para agradar os ceifadores. A esperança diante do medo é a motivação mais forte do mundo".

   Conheci O Ceifador em seu lançamento, e por ser um romance que mistura incomumente distopia/sci-fi e literatura jovem-adulto, tive bastante curiosidade em lê-lo. Quando, então, surgiu a oportunidade de ler, foi uma grata emoção e vocês vão entender bem o porquê. Era o tipo de livro que eu realmente não sabia o que esperar, já que além de não conhecer nada do autor, o gênero costuma surpreender e trazer tramas bastante inesperadas  — muito embora alguns leitores digam sempre se tratar de "o mesmo do mesmo".
  Se você, como eu, sente falta de boas histórias distópicas, daquelas que, como Divergente, Jogos Vorazes ou até mesmo Maze Runner, nos fazem vibrar, gritar "viva a revolução" e querer pegar uma pistola e embarcar com os protagonistas, O Ceifador está aí para isso: para ser uma grande aposta para os fãs do gênero. Sobretudo, para trazer uma visão clara do preço a ser pago pela eternidade e para provar que toda utopia, por mais perfeita que seja, sempre terá um lado ruim. 
   Narrado em terceira pessoa, o livro intercala o foco narrativo entre Citra e Rowan. O fato de ter sido escrito de tal forma acrescentou muito ao livro, pois trouxe um dinamismo incrível, aliado a uma boa construção dos fatos e um excelente desenvolvimento das ideias propostas pelo autor, que em momento algum deixaram de soar críveis e intrigantes. Apesar da essência cinematográfica e televisiva, Neal não nos entregou um roteiro ou algo parecido, mas um romance desenvolvido com maestria, sem pressa e com uma pegada totalmente diferente da já saturada no mercado literário  — deixando claro que o que não foi trabalhado, certamente, será fomentado nos demais livros.


"— Saiba que você não receberá nenhum agradecimento de ninguém, além de mim, pelo que fez aqui hoje — ele disse. — Mas lembre-se de que as boas intenções pavimentam muitas estradas. E nem todas levam ao inferno".


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:



"Mal consigo ficar quieta no banco, de tão ansiosa e nervosa. Quando fui levada, Shade tinha acabado de morrer... por minha causa. Eu não culparia ninguém, muito menos Farley, se me odiassem por isso. O tempo nem sempre cura as feridas. De vez em quando, faz com que fiquem piores".

— A Prisão do Rei (Victoria Aveyard)


"Jack tinha razão: ela sentia medo havia tanto tempo que se esquecera de como era não sentir — medo de que a mãe um dia sumisse de novo, de que o pai desabasse, de que a família inteira entrasse em crise mais uma vez. Desde aquele verão sem a mãe, a família havia parecido instável, como se cambaleasse à beira de um penhasco. Antes disso, ela não tinha se dado conta de como a felicidade era frágil, como a qualquer momento, se não fosse cuidadosa, ela poderia cair e quebrar".
— Tudo O Que Nunca Contei (Celeste NG)



"— Criei minha raposa desde que ela era filhote. Minha raposa confiava em mim. Ela não sabe sobreviver lá fora. Não importa se é “só uma raposa”... É assim que meu pai diz, “só uma raposa”, como se não fosse um animal tão bom quanto um cachorro, por exemplo".
— Pax (Sara Pennypacker)



Deuses, crianças e adultos buscando se entender. Para isso vão ao inferno, visitam mundos paralelos, atravessam portas misteriosas. Em cada história de Gaiman, acompanhamos personagens cativantes que partem em jornadas mágicas, muitas vezes para, no fim, descobrir que a resposta estava o tempo todo dentro de si. Como se fossem artefatos mágicos, os livros do simpático inglês descabelado desapareceram durante anos das livrarias e das mãos dos leitores brasileiros. Um dos maiores autores do mundo acabou se tornando, em nossas terras, conhecido apenas por um nicho, e não pelo grande público. Isso começou a mudar nos últimos anos. Agora, com grande parte de sua obra de volta às prateleiras e uma série de TV estreando, vivemos em 2017 o ano de Neil Gaiman. Com dezenas de livros e opções, alguém que ainda não se aventurou nesse universo pode se perguntar qual o melhor caminho a trilhar. Estamos aqui para tentar ajudar nessa encruzilhada. Mas antes, uma questão: por que deveríamos ler Neil Gaiman? (Fonte: Intrínseca).

1. A PERSONIFICAÇÃO DA CRIATIVIDADE.
Quanto a escrita de Gaiman, o que se pode notar, mesmo antes de ter contato com qualquer uma de suas obras, é que ele é — quase que literalmente — a personificação da criatividade. Ele compõe com uma maestria incrível, se apegando a um tipo de formalidade sem floreios, profunda, mas sem excessos, e que contribui muito para a boa relação autor-leitor. Um ponto extremamente forte nas obras do autor, sem dúvidas, é sua escrita e toda a sua criatividade. Como eu sempre digo, uma coisa é você ter uma ideia para um livro, outra extremamente diferente é você saber desenvolver e dar assas a isso, e Gaiman escreve e cria com a mesma facilidade que tem para respirar. Suas obras são de uma beleza quase tangível — basta observar as críticas feitas —, elevando o ordinário ao extraordinário. (Fragmento da resenha de Mitologia Nórdica).

2. UM AUTOR PREMIADO.
Neil Gaiman é considerado um dos dez maiores escritores pós-modernos vivos. Tem mais de vinte livros publicados e já foi agraciado com inúmeros prêmios, incluindo o Hugo, o Bram Stoker e a Newbery Medal. Iniciou a carreira literária com a aclamada série em quadrinhos Sandman e, depois, seguiu para a ficção, publicando obras memoráveis como Deuses Americanos. Nasceu em Hamsphire, Inglaterra, e hoje mora nos Estados Unidos. Pela Intrínseca publicou também O Oceano no Fim do Caminho, Faça Boa Arte, A verdade é uma caverna nas Montanhas Negras, João e Maria, Os filhos de Anansi e Lugar Nenhum. Pode ser encontrado no site www.neilgaiman.com.

3. AGRADA A TODOS, INCLUSIVE OS QUE PREFEREM HISTÓRIAS CURTAS.
Contos são mais que pequenas histórias acerca de um relato dos fatos (fictícios ou não). Já se foi o tempo em que o conto era apenas uma forma de expressão banalizada aos recantos menos interessantes dos jornais e revistas. Hoje eles estão presentes em livros como os de Gaiman. Em sua terceira coletânea (Alerta de Risco) de contos, o escritor mostra que essas curtas histórias têm um âmago muito mais profundo do que aparenta. São 24 contos reunidos de forma aleatória, contendo diversas temáticas e com variados formatos.O conto não é mais aquela historinha curta que tem uma moral rasa em seu desfecho. Gaiman conseguiu moldá-lo e transformá-lo em algo espetacular. E, claro, que apesar de seu aviso de que há um risco em lê-los — o risco de ver dentro de si mesmo e se deparar com algo assustador — não há porque evitar a leitura, mesmo que ela seja adiada para um momento em que, como leitor, você esteja preparado. (Fragmento da resenha de Alerta de Risco).



4. O MITO VIRÁ REALIDADE NA LISTA DE MAIS VENDIDOS.
Seu último livro, a coletânea Mitologia Nórdica figurou por semanas na lista de mais vendidos aqui no Brasil e, claro, em outros países onde foi lançado. Não que isso seja novidade quando se trata de Gaiman (todos os seus livros já figuraram em listas de mais vendidos, certo?). Mitologia Nórdica, por exemplo, é um poderoso convite para embarcar numa jornada que parte da origem do universo e vai até o crepúsculo dos deuses, onde mitos como Antes do Principio, e o Que Veio Depois, Os Últimos Dias de Loki e O Hidromel da Poesia trazem uma nova perspectiva acerca da criação do mundo, da origem dos terremotos e da arte da escrita. Só nega o convite aquele que realmente não compreende o fato de que Mitologia Nórdica foi feito para agradar até o mais exigente dos leitores.


5. MÁGICO OU ESCRITOR?
Vejo duas palavras entrelaçadas como resposta: mágico e humano. É a relação de ambas que traz, em diversas camadas, a beleza de Gaiman. O resultado é que, ao terminar qualquer obra do autor, vejo a nossa realidade, as pessoas e suas atitudes, com mais magia. E isso acontece não como um escapismo; o fantástico ajuda a enxergar melhor o real. Gaiman tem essa habilidade rara de se encontrar em outros escritores. Seja o leitor que enveredou pelos lindos caminhos dos clássicos da fantasia, o leitor de quadrinhos, ou o que se emocionou com romances, até o leitor que prefere não ficção ou títulos premiados, todos encontram em Gaiman um ponto de equilíbrio. Talvez isso seja explicado em parte por suas inspirações, que passam pelos fantasiosos Tolkien, Pratchett, Douglas Adams, Lovecraft, Alan Moore, mas também por Jorge Luis Borges, G. K. Chesterton e Bulgákov. (Daniel Lameira, Intrínseca).

E foi isso, pessoal! Vocês já leram algo do Neil Gaiman? Digam-nos o que acharam nos comentários!



E as novidades não param! A Editora Arqueiro confirmou o lançamento de Origem, novo romance de Dan Brownautor de suspense mais popular da atualidade, com mais de 150 milhões de livros vendidos. Seu mega-seller O Código Da Vinci já vendeu mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo. Ele também escreveu Anjos e Demônios, O Símbolo Perdido, Inferno, Fortaleza Digital e Ponto de Impacto. Dan é casado com a pintora e historiadora da arte Blythe, que colabora nas pesquisas de seus livros. Ele mora na Nova Inglaterra, nos Estados Unidos.

Sinopse: Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete “mudar para sempre o papel da ciência”. O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento… algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana. Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre. Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch. Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo. Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch… e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.

O lançamento está previsto para o dia 03 de Outubro.  


E pra continuar com um 2017 cheio de novidades, apresentamos nossa mais nova coluna: Li Até a Página 100 e..., uma espécie de Primeiras Impressões que antecederá as resenhas de vários livros lidos por nós. O escolhido de hoje é Piano Vermelho, novo livro de Josh Malerman.


PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100: "O cheiro do assentamento lhe provocou mais vômitos".

DO QUE SE TRATA O LIVRO: 
Um thriller psicológico de horror (bem doido, viu?), onde o autor ao narrar a história de um pelotão composto por músicos que investigam a origem de um misterioso e fatal som em um deserto na África, combina o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?
É meu segundo livro do autor e eu estou gostando bastante. Minha dica é: não espere um Caixa de Pássaros, porque apesar de toda a atmosfera muito próxima do romance de estreia do autor, Piano Vermelho é diferente (em muitos sentidos). 

O QUE ESTÁ ACHANDO DO PERSONAGEM PRINCIPAL?
O personagem chave é o Philip Tonka, músico e pianista na banda Os Danes. No entanto, seguindo um estilo já tendencioso, Malerman apresenta pouco acerca do protagonista, por isso eu diria que o personagem principal da história acaba sendo o próprio som e os mistérios que o cercam.

MELHOR QUOTE ATÉ AGORA:

"Talvez as pessoas só concordem em começar porque não sabem onde vão terminar".

VAI CONTINUAR LENDO?
Com certeza!

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA 100: "Gravamos, reproduzimos, mas não ouvimos nada".


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:

"Sei que não posso sentir seu toque, mas sinto seu amor, Nora. Lá no fundo. Isso significa tudo para mim. Eu queria poder sentir você da mesma forma que você me sente, mas tenho seu amor. Nada nunca será mais forte que isso. Algumas pessoas passam a vida inteira sem experimentar os sentimentos que você despertou em mim. Não posso reclamar".
— Finale (Becca Fitzpatrick)


"Ela nunca parecia totalmente feliz; parecia apenas estar deixando o tempo passar enquanto esperava por outra coisa. Estava cansada de apenas existir, queria viver. Mas para quê viver se não existia vida na existência?".
— P.S. Eu te amo (Cecelia Ahern)


"Você é mais forte do que pensa, mas só se quiser. Você ainda vai chorar, você ainda vai ter momentos que vai achar que não consegue continuar. Mas você tem que agir como se fosse conseguir".
— Noites de tormenta (Nicholas Sparks)


"Há pessoas que dizem que o tempo cura tudo. Que dizem também que o amor não sobrevive a distância. Que isso é uma coisa que precisa estar perto para sentir. Mas eu digo que se o amor for realmente verdadeiro, ele sobrevive a qualquer distância. Mesmo que milhares de quilômetros separem as pessoas que se amam, se for verdadeiro, esse amor nunca morre".
— Uma mancha em meu diário (Carol Dias Moreira)


E pra continuar com um 2017 cheio de novidades, apresentamos nossa mais nova coluna: Li Até a Página 100 e..., uma espécie de Primeiras Impressões que antecederá as resenhas de vários livros lidos por nós. O escolhido de hoje é Os Deuses da Culpa, novo livro de Michael Connely.


PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100: "—  É uma intimação. Você foi notificado".

DO QUE SE TRATA O LIVRO: 
Um thriller jurídico que eu recomendo especialmente para os fãs de Direito Criminal, de uma boa reviravolta e e uma trama toda voltada para um crime, com enfoque muito grande na parte do julgamento, com advogados, promotores, juízes e detetives como peças-chaves do tabuleiro.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?
É meu segundo livro do autor e eu estou achando incrível! O legal das séries de Connely é que os livros não precisam ser lidos na ordem. Cada história é única e todo o suspense e as questões jurídicas são muito bem construídas em cada um dos livros da série Michael Haller, onde o autor dá espaço para o caso do réu e dosa na medida certa a vida pessoal dos principais protagonistas.

O QUE ESTÁ ACHANDO DO PERSONAGEM PRINCIPAL?
O personagem principal é o advogado Michael Haller, mas, a bem da verdade, o autor dá um foco maior é para o caso que o advogado defende e só é possível conhecer mais do personagem quando lemos mais livros da série. É uma situação onde as partes vão formando o todo. No entanto, após ter lido dois livros do advogado de defesa criminal, posso afirmar que Haller é tão sagaz quanto Annalise Keating e Harvey Specter, deuses do mundo criminal ficcional.

MELHOR QUOTE ATÉ AGORA:

"Já tem muita gente por aí julgando cada movimento que a gente faz todo santo dia. Existem deuses da culpa demais. Você não precisa ser mais um".
VAI CONTINUAR LENDO?
Com certeza!

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA 100: "— Sylvester Fulgoni".


   Se liguem na novidade: Caixa de Pássaros, thriller de Josh Malerman, vai sair do papel! A Netflix adquiriu os direitos cinematográficos do livro. Com Sandra Bullock confirmada no elenco, o filme terá roteiro adaptado por Eric Heisserer, de A Chegada, e direção da cineasta dinamarquesa Susanne Bier.
   Envolvente e desesperador, Caixa de Pássaros conta a história de um surto inexplicável que deixou poucos sobreviventes, entre eles Malorie e os dois filhos pequenos. Ninguém sabe o que exatamente é a causa, mas basta uma olhadinha para fora para desencadear um impulso violento e incontrolável, que acabará em suicídio. Para sobreviver, Malorie sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas para isso terá que enfrentar o medo de encarar o mundo fora da casa em que está trancada.



As gravações estão previstas para começar em setembro, em Los Angeles, e para abalar ainda mais esta novidade, a Intrínseca lançou recentemente o novo livro do autor, Piano Vermelho, que ganhará uma resenha em breve aqui no Palácio de Livros. Fiquem ligados!

Fonte: Intrínseca


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