Livro: O Livro de Moriarty
Título Original: The Book of Moriarty
Autor: Arthur Conan Doyle
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 414
ISBN: 978-85-8285-004-2
Sinopse: "O Napoleão do Crime". É assim que Arthur Conan Doyle define o professor James Moriarty, arqui-inimigo de Sherlock Holmes e um dos grandes vilões da literatura universal. Não há crime em Londres, do mais banal ao mais terrível dos assassinatos, do qual ele não tome parte. No entanto, na obra de Doyle, Moriarty aparece como uma sombra: raramente o protagonista de uma história, sempre atrás das cortinas, em breve menções alusões. Este volume reúne todas as histórias de Sherlock Holmes em que o professor dá as caras. São seis contos e um romance que mostram a construção deste que acabaria se tornando um modelo de vilão e o personagem mais emblemático de Doyle depois de seu rival Sherlock Holmes e de dr. Watson. Nas célebres palavras do detetive, "o jogo começou".

Arthur Conan Doyle nasceu em Edimburgo, Escócia, em 1859. Formou-se médico na Universidade de Edimburgo, onde um de seus professores, dr. Joseph Bell, inspirou seu mais famoso personagem, Sherlock Holmes, por sua incrível capacidade dedutiva. Sua primeira história foi publicada em 1879 sob pseudônimo e se chamada O Mistério de Sassassa Valley. Doyle acabou abandonando a carreira de médico e se dedicou à escrita, tornando-se famoso por suas histórias de investigação. O escritor recebeu o título de nobreza do Império Britânico em 1902 e faleceu em 1930.


    Sherlock Holmes é simplesmente o detetive mais conhecido da literatura mundial, sendo a fonte de inspiração para muitos romances policiais contemporâneos. Ele, ao lado de seu fiel amigo e parceiro de investigação, dr. Watson, vive grandes aventuras e enfrenta os maiores perigos da sociedade londrina. Mas há um perigo maior que todos os outros: James Moriarty, um célebre professor matemático que está por trás de todos os crimes enfrentados por Watson e Holmes durante todo o tempo em que eles atuam nessa área. Porém, além de perigoso, Moriarty está sempre oculto por muitas sombras e se torna um desafio pessoal para Holmes.
   Apesar de estar envolvido em uma teia de crimes, Moriarty é como um objeto de admiração particular para Holmes, pois, segundo o próprio detetive, ele tem um gênio brilhante — só assim para conseguir se livrar da justiça por tantos anos. As investigações policiais nunca chegam até ele e sempre que Holmes leva o assunto "Moriarty" à polícia de Londres, todos acham que essa ligação dos crimes com o renomado professor não passa de uma lenda criada pelo cérebro de Holmes. Mas o genial detetive sabe, em seu interior, que sua intuição não aponta nada mais que a verdade.
    A coletânea de contos mostra todas as histórias em que Moriarty aparece ou é citado — sempre de forma nebulosa, pois os fatos são sempre mostrados sob o relato de Watson. O livro já inicia com O Problema Final, que mostra a morte dos dois grandes inimigos. Logo em seguida, há mais cinco contos pós-morte de Holmes (na verdade, ele nunca morreu, apenas forjou a própria morte) em que ele resolve casos e se lamenta por não ter mais gênios à sua altura, como o era Moriarty, para enfrentar. Por fim, a coletânea inclui uma história que se divide em duas partes — O Vale do Medo.


    Sempre tive curiosidade de ler as histórias de Sherlock Holmes, escritas por Arthur Conan Doyle. As únicas histórias que li sobre o detetive vieram de outros escritores, como Neil Gaiman (em seu livro Alerta de Risco, já resenhado aqui, há um conto que mostra a "aposentadoria" de Holmes). Ler sob a autoria de Doyle traz uma perspectiva totalmente diferente ao personagem e um entendimento muito mais abrangente. Os filmes e a série sobre o detetive mais famoso do mundo têm suas próprias peculiaridades e nunca são totalmente fiéis às histórias originais. Por isso, ter lido O Livro de Moriarty trouxe um novo sabor, cheio de originalidade.
   O narrador oficial das histórias de Holmes é seu leal amigo, dr. Watson, que é como a personificação de Doyle — um médico dedicado à escrita. Ele mantém uma narrativa lenta e detalhada, que parece ser mais em terceira pessoa que em primeira, tendo em vista que o narrador é um personagem secundário, não o protagonista. Dessa forma, os focos são voltados para Holmes com a visão de Watson. Os diálogos costumam se arrastar, constituindo falas densas.


"Meu bom e velho Watson! Você é o único ponto fixo em uma era de constante mudança. Sim, meu amigo, o vento leste se aproxima, e será o mais forte vendaval a jamais varrer a Inglaterra. Será uma tempestade fria e implacável, Watson, e muitos de nós devem tombar antes da última lufada. Mas, por mais tormentoso que seja, esse é o vento de Deus; e, quando a tormenta passar, a luz do sol brilhará sobre uma terra melhor, mais pira e mais forte" (p. 163).


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Hoje nós viemos apresentar para vocês uma campanha super bacana e que, sem dúvidas, merece a atenção e o apoio de todos nós. A Trasgo é uma revista online que em três anos já publicou contos de mais de 60 autores e autoras brasileiros. Agora os editores da revista querem transformar o material publicado no primeiro ano da revista em um livro físico, e para isso precisarão de todos nós.

O Livro Trasgo - Ano 1 é a primeira experiência com um livro impresso da revista. Traz todos os contos publicados nas edições 1 a 4 da revista online, além de três contos exclusivos, escritos por nossa equipe. O livro terá cerca de 376 páginas. São 26 contos incríveis de ficção científica e fantasia, 3 deles inéditos, e um prefácio escrito por um dos maiores autores da ficção científica do Brasil.

Você, que deseja financiar e apoiar esse projeto que, sem dúvidas, merece ser levado adiante, clique aqui e saiba mais. 


E pra começar um 2017 cheio de novidades, apresentamos nossa mais nova coluna: Li Até a Página 100 e..., uma espécie de Primeiras Impressões que antecederá as resenhas de vários livros lidos por nós. O escolhido de hoje é E Viveram Felizes Para Sempre, romance de época de Julia Quinn.


PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100: — Eu sei. — Os lábios de Eloise tremeram, e então seu rosto assumiu aquela expressão de alguém que está tentando parecer valente e realmente acha que está conseguindo. — Eu sei — repetiu ela, um pouco mais tranquila. — É claro que não diminui o meu prazer em vê-la. 

DO QUE SE TRATA O LIVRO: Julia (maravilhosa) Quinn concedeu a seus leitores um epílogo extra para cada livro de Os Bridgertons. Todo leitor se pergunta: e depois, o que aconteceu? Julia respondeu essa pergunta em cada epilogo extra. E Viveram Felizes Para Sempre é a história que vem depois da história 

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?
Julia continua magnífica — como sempre. Está sendo um leitura super nostálgica e envolvente. Eu como leitora voraz estou super feliz em saber como esta a vida de meus queridos personagens. 

O QUE ESTÁ ACHANDO DO PERSONAGEM PRINCIPAL?
Por ser um livro de contos, não há exatamente um personagem principal, mas uma série de personagens, mas cada irmão vai aparecendo um pouco na história do outro. Como sabemos, os Bridgertons são bem unidos, então em cada conto contamos com as participações especiais de outros membros da família. 

MELHOR QUOTE ATÉ AGORA:
''Ainda melhor ela gostava de si mesma. O que era mais importante do que ela jamais percebera''.

VAI CONTINUAR LENDO?
Já estou quase terminando — sou dessas! 

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA 100: "Ainda mais do que a própria família, Eloise a amara." 


Neste dia 08 de março, a Editora Intrínseca convidou seus blogs parceiros para falarem sobre o Dia Internacional da Mulher, uma data extremamente importante e que merece toda a atenção possível. Além de buscar fomentar uma reflexão de que o Dia Internacional da Mulher não é apenas no dia 08 de março, mas, sim, todos os dias, traremos também algumas observações sobre Gillian Flynn — autora do gênero suspense —, criando uma alusão geral entre as mulheres que lutaram e continuam lutando por seus direitos e as sagazes heroínas que ganham vida em livros como Garota Exemplar e O Adulto.

CONHECENDO GILLIAN FLYNN.
Gillian Flynn é jornalista e, antes de se dedicar integralmente à carreia de escritora, trabalhou por dez anos como crítica de cinema e TV para a Entertainment Weekly. Nascida nos Estados Unidos, formou-se pela Universidade do Kansas, escreveu durante dois anos para um revista de negócios na Califórnia e cursou o mestrado na Northwestern University, em Chicago. Gillian Flynn também é autora dos premiados Objetos Cortantes, Lugares Escuros e Garota Exemplar, que soma mais de 10 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo e deu origem ao filme de mesmo nome dirigido por David Ficher e estrelado por Ben Affleck e Rosamund Pike. Seus livros foram publicados em vinte e oito países. Atualmente Gillian mora em Chicago com o marido e o filho. 

FLYNN E O PODER DA MULHER NA FICÇÃO.
"Em todo caso, ou eu estava ferrada ou não estava ferrada, portanto escolhi acreditar que não estava. Eu tinha convencido muita gente de muitas coisas ao longo da vida, mas esse seria meu maior feito: convencer a mim mesma de que o que estava fazendo era razoável. Não decente, mas razoável."
   
   Como perceberam, Gillian Flynn não é qualquer uma. Num universo editorial onde o gênero masculino é mais recorrente — J. K. Rowling abreviou o nome para que as editoras não soubessem de cara a que gênero sexual ela pertencia — e a mulher é, em muitos casos, marginalizada, a americana — com mais de 10 milhões de exemplares vendidos e duas adaptações cinematográficas de sucesso — não deixou que a estreiteza do mundo das mulheres a afetasse e rasgou o papel de parede que a prendia (O Papel de Parede Amarelo).


E pra começar um 2017 cheio de novidades, apresentamos nossa mais nova coluna: Li Até a Página 100 e..., uma espécie de Primeiras Impressões que antecederá as resenhas de vários livros lidos por nós. O escolhido de hoje é Escândalo de Cetim, romance de época de Loretta Chase. 


PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100: "O tempo ficou realmente ruim, e bem depressa. O vento ganhou força de maneira que nem mesmo a lona conseguia protegê-lo por completo da chuva." 

DO QUE SE TRATA O LIVRO: Escândalo de Cetim é o segundo livro da série As Modistas, da autora Loretta Chase. Um romance de época bem diferente daqueles que estou acostumada a ler. Aqui iremos conhecer Sophia Noirot e Harry Longmore.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA? 
Confesso que as primeiras 50 páginas foram arrastadas, mas logo depois ficou bem engraçado e envolvente. Sou apaixonada por romances de época e está sendo minha segunda experiência com a escrita de Loretta, uma escritora que me ganhou pela simplicidade e por seus personagens que fogem do padrão (clichê). 

O QUE ESTÁ ACHANDO DO PERSONAGEM PRINCIPAL? 
Sophia Noirot é a senhorita mistério e super engraçada. Tem um lado mocinha — recorrente nos romances de época —, mas ao mesmo tempo foge do padrão indefesa e mimada. Harry Longmore divide esse papel de protagonista com Sophia, ele é aquele famoso personagem de romances de época: lindo, maravilhoso, charmoso e claro — porque não pode faltar —, o mulherengo do pedaço. 

MELHOR QUOTE ATÉ AGORA:
''O amor não vai encontrar espaço na minha vida. Não sou como você".

VAI CONTINUAR LENDO?
Sim, claro ou com certeza? Já estou terminado .

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA 100: 
"Quanto mais longe chegava, mais escuro ficava o caminho. Ele foi desacelerando aos poucos e, finalmente, parou".


Livro: Juntando os Pedaços
Título Original: Holding Up The Universe
Autor (a): Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 392
ISBN: 9788555340246
Sinopse: Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

Jennifer Niven é autora de quatro romances para adultos - American Blonde, Becoming Clementine,Velva Jean Learns to Fly e Velva Jean Learns to Drive -, três livros de não ficção - The Ice Master, Ada Blackjack e The Aqua Net Diaries -, um livro de memórias sobre suas experiências no ensino médio e Por Lugares Incríveis, best-seller do New York Time. Apesar de ter sido criada em Indiana, hoje vive com o noivo e três gatos em Los Angeles, seu lugar preferido para andanças.

   Todo mundo acha que conhece Libby Strout, a garota apelidada pela mídia de Adolescente Mais Gorda dos Estados Unidos. Mas ninguém se deu o trabalho de enxergar além de seu peso e conhecer quem ela realmente é. Desde a morte de sua mãe, Libby passou um bom tempo dentro de casa, lidando com o luto do pai e com seu próprio sofrimento. Mas agora ela está pronta para encarar o ensino médio, aprender a dirigir, fazer novos amigos, talvez até se apaixonar. Num ambiente cheio de rótulos e panelinhas, ela já sabe qual papel quer interpretar: o da garota que pode e vai fazer qualquer coisa.
   Da mesma forma, todos acham que conhecem Jack Masselin. O garoto tem estilo e atitude, circula entre todos os grupos, é popular entre os colegas. Mas Jack guarda um segredo: ele não consegue reconhecer o rosto das pessoas. Até os irmãos e os pais são estranhos para ele. Seu próprio rosto no espelho é irreconhecível. Para tentar, no mínimo reconhecer as pessoas, Jack precisa decorar o jeito de andar de cada um, os gestos, a voz ou qualquer outra marca identificadora. Seu principal passatempo é desmontar e construir coisas no porão de casa, mas ele não consegue entender o funcionamento do próprio cérebro. 
   Então, para se defender, Jack é simpático com todo mundo, sorri e acena para qualquer um... sem nunca desenvolver uma relação profunda com ninguém. Um dia, o garoto se sente pressionado pelos amigos a fazer uma pegadinha horrível com Libby, e os dois são mandados para a sala da diretora. A sentença? Dias de detenção e terapia em grupo, para ambos. Entretanto, quanto mais tempo passam juntos, menos Jack e Libby se sentem sozinhos. E o que começa como uma punição logo se torna uma amizade e talvez algo mais... Mas Jack e Libby só estarão prontos para um relacionamento quando tiverem curado suas próprias cicatrizes, da mesma forma que só me encontrei pronto a fazer essa resenha três meses após a leitura. Juntando os Pedaços, em suma, é um livro simples, mas é extremamente sensível e poderoso. Qualquer um, após ler, terá dificuldade em juntar seus próprios pedaços  — ou não!

"Às vezes as pessoas simplesmente fazem merda. Às vezes porque estão com medo. Às vezes elas escolhem fazer merda com os outros antes que possam fazer merda com elas. É uma forma de autodefesa de merda."


Que a DarkLove (selo da DarkSide Books) só lança livros lindos e apaixonantes, vocês já sabem, certo? Mas já estão sabendo do próximo lançamento da editora? Caso não estejam, está na hora de abraçarem essa história! 💘Confiram a capa e a sinopse: 

A Guerra que Salvou a Minha Vida, de Kimberly Bradley
Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.
Kimberly Brubaker Bradley consegue ir muito além do que se convencionou chamar “história de superação”. Seu livro é um registro emocional e historicamente preciso sobre a Segunda Guerra Mundial. E de como os grandes conflitos armados afetam a vida de milhões de inocentes, mesmo longe dos campos de batalha. No caso da pequena Ada, a guerra começou dentro de casa.Essa é uma das belas surpresas do livro: mostrar a guerra pelos olhos de uma menina, e não pelo ponto de vista de um soldado, que enfrenta a fome e a necessidade de abandonar seu lar. Assim como a protagonista, milhares de crianças precisaram deixar a família em Londres na esperança de escapar dos horrores dos bombardeios.

   Combinando a ternura de Em Algum Lugar Nas Estrelas, outro título da coleção DarkLove, com a realidade angustiante de O Diário de Anne Frank, A GUERRA QUE SALVOU A MINHA VIDA apresenta uma perspectiva da Segunda Guerra Mundial vista pelos olhos de uma menina que se transforma em refugiada no seu próprio país. Mais uma oportunidade perfeita para emocionar corações de todas as idades e relembrar os valores do companheirismo e da amizade em todos os momentos da nossa vida. Vencedor do Newbery Honor Award, primeiro lugar na lista do New York Times e adotado em diversas escolas nos Estados Unidos.


Livro: Cinquenta Tons Mais Escuros
Título Original: Fifty Shades Darker
Editora: Intrínseca
Páginas: 512
ISBN: 978-85-510-0108-0
Sinopse: Edição especial com fotos e comentários de E L James sobre os bastidores da aguardada sequência cinematográfica de Cinquenta Tons de Cinza e um trecho antecipado de Cinquenta tons mais escuros pelos olhos de Christian, próximo romance da autora. Assustada com o lado obscuro do belo e atormentado Christian Grey, Anastasia Steele põe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresário e decide se concentrar em sua carreira: ela acaba de conseguir um emprego em uma editora de livros de Seattle. Mas o desejo que sente por Christian ainda domina seus pensamentos e, quando ele propõe reatarem o namoro, ela não consegue resistir. Por amor a Ana, Christian está disposto a enfrentar seus demônios interiores. Em pouco tempo, porém, ela descobre segredos do passado de seu amargurado e dominador parceiro que jamais imaginou serem possíveis, e se vê obrigada a tomar uma importante decisão.

TRILOGIA “CINQUENTA TONS DE CINZA”.
    1.  Cinquenta Tons de Cinza
    2.  Cinquenta Tons Mais Escuros
    3.  Cinquenta Tons de Liberdade

TRILOGIA “GREY”.
    1.  Grey

E L James é ex-executiva de TV e mora em Londres. Casada e com dois filhos, sempre sonhou em escrever histórias pelas quais os leitores se apaixonassem. Sua estreia na literatura, a trilogia Cinquenta Tons de Cinza, se tornou o maior fenômeno editorial dos últimos anos.


   Em Cinquenta Tons de Cinza, primeiro livro da série best-seller que já vendeu mais de 150 milhões de exemplares e ganhou adaptação para as telonas, conhecemos a inocente estudante de literatura Anastasia Steele, que acaba conhecendo o atraente, brilhante e profundamente dominador Christian Grey em uma entrevista para o jornal da universidade. Após se conhecerem melhor, ambos admitem desejar um ao outro, ainda que Christian tenha seus próprios termos — ele curte alguns tons mais escuros de prazer, sadomasoquismo e não está puramente interessado em amor. Chocada, mas ao mesmo tempo apaixonada e interessada, Ana aceita ser submissa de Grey por um período, até perceber que o homem por quem se apaixonou é mais atormentado do que imaginava e que ela jamais conseguirá ser o que ele tanto deseja.
   Em Cinquenta Tons Mais Escuros temos a continuação do drama erótico que, mesmo sem motivos, chocou o mundo e arrebatou milhares de leitores. Na sequência de tirar o fôlego, Christian, a todo custo, deseja se reaproximar de Ana, dando-a o “mais” que ela tanto quer. Num restaurante pequeno e intimista, Grey revela que sente a falta de Ana e ela, por sua vez, ressalta que não pode ser o que ele quer que a mesma seja, mas que, de certa forma, está inclinada a tentar mais uma vez — dessa vez nos termos dela. E é a partir desse momento que a história começa a ganhar contornos diferentes e conteúdos diversos, onde o sexo, tema central da trilogia, é marginalizado para que o amor e o drama possam ganhar espaço. Para que Grey lide com os demônios do passado que o atormentam e a necessidade de controle, e para que Ana descubra mais sobre seus próprios desejos e enfrente as ameaças que rodeiam seu relacionamento com Christian.

“As aparências enganam – diz ele, baixinho. – Não estou nem um pouco bem. Eu sinto como se o Sol tivesse se posto e não tivesse nascido por cinco dias, Ana. Estou vivendo uma noite infinita.”

   Eu conheci a trilogia Cinquenta Tons de Cinza em 2014, logo que ela começou a fazer um imenso sucesso, e decidi dar uma chance — livre de expectativas e pré-conceitos. O resultado foi que a série se tornou uma de minhas preferidas. Então, quando surgiu a oportunidade de resenhar Cinquenta Tons Mais Escuros (não somente resenhar, mas também reler!), não hesitei em abraçar a situação, já que a história tem uma premissa muito boa e ganhou uma adaptação pela Universal Pictures no mês passado, que estreou em primeiro lugar nos cinemas mundiais, nos primeiros cinco dias arrecadou mais de 200 milhões de dólares e 1,5 milhões de espectadores no Brasil, além de trazer uma trama que deixou o público alvo ainda mais satisfeito. 
   O gênero erótico — que representa aqueles romances que ganham contornos mais sensuais e que utiliza o erotismo em forma escrita, para despertar ou instruir o leitor sobre as práticas sexuais — nunca foi um tipo de literatura presente em minha vida, muito pelo contrário. Inicialmente, eu tinha muito preconceito com esse tipo de literatura, mas hoje percebo que não há necessidade de ferir-me por tão pouco. A literatura, assim como tudo na vida, é extremamente vasta e precisa ser respeitada. Cinquenta Tons de Cinza é uma trilogia caracterizada pelo teor erótico, mas, em minha opinião, o drama e o relacionamento vivido pelos personagens sobressaem muito mais do que as cenas sexuais extremamente explícitas. Tudo depende de como você escolher observar as coisas, certo? 
   Uma das coisas que eu mais gostei em Cinquenta Tons Mais Escuros foi o quanto é visível que a escrita da autora vai evoluindo de um livro para o outro — quem leu o último livro dela, Grey, percebe isso com bastante facilidade. Narrado pela visão de Ana, em primeira pessoa, Cinquenta Tons Mais Escuros tem uma trama muito bem focada, inteligente, divertida e, claro, bem quente. Muitas pessoas não gostaram de forma alguma da narração, mas, no meu caso, foi o que fez a leitura fluir. É interessante ver como tudo acontece pelos olhos da protagonista principal, que sabe como divertir e incitar o leitor na medida certa. Não é tudo o que importa?

“- Não posso ouvir isso. Não sou nada, Anastasia. Sou a casca de um homem. Não tenho coração”.


Livro: Pax
Título Original: Pax
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
ISBN: 978-85-510-0022-9
Sinopse: Peter e sua raposa Pax são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra, e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde passará a morar, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas. Alternando perspectivas para mostrar os caminhos paralelos dos dois personagens centrais, Pax expõe o desenvolvimento do menino em sua tentativa de enfrentar a ferocidade herdada pelo pai, enquanto a raposa, domesticada, segue o caminho contrário, explorando sua natureza selvagem. Um romance atemporal e para todas as idades, que aborda relações familiares, a relação do homem com o meio ambiente e os perigos que carregamos dentro de nós mesmos. Pax emociona o leitor desde a primeira página. Um mundo repleto de sentimentos em que natureza e humanidade se encontram numa história que celebra a lealdade e o amor.

Sara Pennypacker é autora premiada de diversos livros infantis, entre eles a série Clementine. Divide seu tempo entre os estados da Flórida e de Massachusetts, onde, além de escrever, dá palestras em escolas e universidades sobre literatura infantil. Pax é seu primeiro romance publicado no Brasil.


   Quando o garoto Peter era ainda mais novo, ele perdeu a mãe e ficou se perguntando quantas crianças naquela mesma semana teriam acordado e encontrado o mundo alterado por uma perda como aquela. Então, quando encontrou a raposa Pax na floresta, sozinho, órfão, aos dezesseis dias de vida, sendo apenas uma bolinha de pelo cinza-escuro, sem pai nem mãe, que mal abria os olhos, não demorou muito quanto a se decidir sobre acolher ou não o pobre animal. Foi questão de dias para a raposa se tornar o melhor amigo do garoto e vice-versa, desde então eles se tornam inseparáveis, mal sabendo que nem sempre as guerras tendem a respeitar os laços que criamos, sejam eles de amizade, de amor ou de esperança.
   A guerra se aproxima e o pai de Peter é convocado a cumprir com suas obrigações militares, decidindo por enviar o filho para morar com o avô. Certo de que, em virtude da idade e da dificuldade em caminhar, o velho não pode ficar com Pax, o pai do garoto obriga-o a soltar o animal numa estrada que leva a uma fábrica abandonada. Mesmo triste, Peter sabia que não era aconselhável ficar no caminho do pai — que vivia em constante tensão desde que a mãe morrera — e, mesmo a contragosto e com lágrimas nos olhos, abandona o animal indefeso na estrada
   Já na casa do avô, Peter toma ciência de que, não importando as circunstâncias, abandonar Pax não era o certo a fazer. Assim como a raposa, que perdida resolve esperar pelo garoto no lugar onde ele a deixou, Peter acredita que ele e Pax são um só — dois, mas não dois —, e com lágrimas nos olhos e a mente imbuída de frustração, resolve pegar uma mala, colocar o necessário e partir a pé, numa viagem de quase quinhentos quilômetros para resgatar seu animal, enquanto Pax descobre a liberdade e os perigos do mundo selvagem pela primeira vez.

— Criei minha raposa desde que ela era filhote. Minha raposa confiava em mim. Ela não sabe sobreviver lá fora. Não importa se é “só uma raposa”... É assim que meu pai diz, “só uma raposa”, como se não fosse um animal tão bom quanto um cachorro, por exemplo.

   Mergulhei na leitura de Pax depois das inúmeras indicações que recebi de amigos e também após ler diversas resenhas gritantes e positivas que incitavam a leitura desse infanto-juvenil que acabou conquistando até mesmo corações adultos. É a única publicação de Sara Pennypacker no Brasil, então eu nunca tinha nem mesmo ouvido falar na autora, o que não influenciou de forma alguma em minhas expectativas. Apesar de não ser um gênero que eu leio com frequência, o infanto-juvenil sempre me foi agradável por geralmente trazer uma mensagem, algo apelativo, que nos faz refletir sobre nossas atitudes e sobre nossos valores. Já sabendo que Pax era um livro para se ler e depois parar para refletir, ao ler a epigrafe do livro confirmei minhas suspeitas de que se tratava de uma história capaz de arrebatar não somente as crianças, mas a todos nós, seres humanos
   O livro traz uma narração em terceira pessoa — a melhor que já tive contato —, com uma linguagem limpa, fácil, cheia de vida, liberdade e, principalmente, fluida. Tenho o costume de chamar esse tipo de leitura de good vibes, justamente pela capacidade preternatural que ela possue de nos trazer boas vibrações, boas emoções e bastante conteúdo. Os capítulos são intercalados entre a visão do narrador sobre Peter e, depois, sobre Pax, de modo a sempre expressar os pensamentos, sentimentos e, a bem da verdade, conversar com o leitor e dar-lhe espaço para tomar opiniões e se sentir inteiramente dentro da obra. Esse tipo de estrutura nos permite ter uma visão mais ampla, ainda que centralizada, das escolhas, sentimentos e decisões dos dois protagonistas, contribuindo ainda mais para o excelente dinamismo do livro. 
   A escrita da Sara... nossa, é extremamente indescritível. Ela compõe com uma maestria incrível, se apegando a um tipo de formalidade sem floreios, sem excesso de detalhes, com vida e até mesmo sem pedaços de formalidade. A intenção — e isso pode ser observado da primeira palavra ao último ponto final — é tocar o leitor, sensibilizá-lo, e a linguagem conversa muito bem com isso. Um ponto extremamente forte no livro, que sem dúvidas acrescentou muito, foi a escrita da autora. Como eu digo, uma coisa é você ter uma boa ideia para um livro, outra extremamente diferente é você saber desenvolver e dar assas a isso, e Sara soube fomentar muito bem sua ideia e seus anseios enquanto escritora e poeta — Pax é quase uma poesia, mesmo escrito em prosa!

Peter volta e meia pensava que as responsabilidades da vida deveriam ter cercas assim, altas e claras.


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